Cidades

RUAS BRILHANTE E GUIA LOPES

Depois de 3 meses, Exército volta à Brilhante para terminar obras

Depois de recapeamento, serão feitos serviços de acabamento na região

RAFAEL RIBEIRO

08/03/2019 - 19h01
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Quase três meses após o término das obras de recapeamento das ruas Guia Lopes e Brilhante, ma Vila Bandeirantes, região central de Campo Grande, a Prefeitura informou que o Exército retornará às duas vias para serviços de acabamento, como rampas, canteiros e reforço do local onde será instalada o corredor de ônibus.

A previsão de reinício das obras é para segunda-feira (8), segundo a assessoria da Prefeitura informou, por telefone.

O anúncio, não confirmado pelo Comando Militar do Oeste, responsável pela Capital, vem depois de muita reclamação e troca de acusações entre Exército e Prefeitura sobre a demora na obra, entregue em sua primeira etapa apenas no final de dezembro, com demora de quase dois anos para recapear cerca de 3,3 quilômetros nas duas vias.

Nem mesmo com o início dos trabalhos no local será possível previsão de conclusão total dos serviços, visto que a Prefeitura ainda abrirá licitação para a sinalização.

OBRA PROBLEMA

Em ritmo lento, as obras de recapeamento e drenagem da Rua Brilhante, executadas pelo Comando Militar do Oeste (CMO), tiveram prazo de conclusão adiados por três vezes, em meio à disputa com Prefeitura, cortes de verbas e até ameaças de suspensão do contrato.

O término das intervenções está previsto somente para julho de 2019. Enquanto o serviço se arrasta, comerciantes reclamam que o comércio local continua sendo afetado pela demora para concluir a obra.

Conforme o CMO, a data inicial de 18 de novembro havia sido estipulada com base em volumes de serviços que foram acordados com a Prefeitura em abril de 2018. Contudo, o município teria verificado a necessidade de aumentar tais volumes, como por exemplo incluir trabalhos de remendo profundo, o que resultou em dilação do prazo. 

“Houve intercorrências não previstas em projeto, como o rompimento de tubulações que não aparecem nas plantas da cidade, implicando em necessidade de maior número de dias de trabalho do que o previsto em abril deste ano”, explica nota oficial.

Ainda de acordo com o Comando, as chuvas são outro fator impeditivo para cumprimento do prazo.“Em 2018, ele (período chuvoso) teve início de forma antecipada ao histórico da área e se prolongará, salvo engano, até abril do próximo ano, após o qual, as equipes empregarão a totalidade de sua operacionalidade, evitando assim possíveis prejuízos com retrabalhos motivados pela indesejada ação do elevado índice pluviométrico”, justific, também por nota. 

DEMORA

A obra de recapeamento do corredor Sudoeste foi iniciada em fevereiro de 2017 e interrompida no fim do ano por causa do período de chuvas. Somente no dia 20 de março deste ano a prefeitura anunciou a retomada do serviço, diante de reclamações sobre o atraso. 

De acordo com o Comando, até agora, foram realizados 90% do serviço de drenagem, 86% de remendos profundos, 88% do asfaltamento. Restando, portanto, pouco mais de 10% da obra.

No trecho final do corredor sudoeste está planejada a implantação de 943 metros de drenagem, sendo 434 metros na Rua Hermenegildo Pereira, que passa a se chamar José Paes de Farias após a Bandeirantes. No local, já foram implantados 215 metros, entre as Ruas Brigadeiro Tobias e Espanha.

De acordo com engenheiros da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), a rede vai captar a enxurrada da Brilhante e escoá-la até o Rio Anhanduí pela drenagem já existente na José Paes de Farias.

Amambai

Defron prende suspeito em caso que já apreendeu 1,5 tonelada de maconha

Investigação começou após o DOF apreender 601 quilos de maconha em um trator que seguiria de MS para São Paulo

07/10/2026 11h00

Suspeito foi preso na tarde desta terça-feira (6) e polícia segue atrás de outros envolvidos no esquema

Suspeito foi preso na tarde desta terça-feira (6) e polícia segue atrás de outros envolvidos no esquema Foto: Divulgação

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Em ação conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira, a Defron, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul prendeu em Amambai, um homem investigado por participação no transporte interestadual de maconha, que estava escondido em pneus de tratores agrícolas.

Foi emitido e cumprido um mandado prisão temporária contra o suspeito. Além de um mandado de busca e apreensão, que buscava reunir provas sobre os fatos investigados.

O caso teve início quando o Departamento de Operações de Fronteiras, o DOF, apreendeu 601 quilos de maconha, escondidos nos pneus traseiros de um trator. O maquinário seria levado de Mato Grosso do Sul para o estado de São Paulo. 

A partir dessa apreensão, a Defron passou a investigar outros transportes de máquinas agrícolas com características semelhantes, a fim de identificar casos parecidos. 

Até o momento, a polícia identificou cinco transportes de tratores ligados à mesma linha de investigação. Em dois deles, que tinham como provável destino o estado de São Paulo, os equipamentos foram apreendidos com maconha nos pneus. 

Em um dos tratores, foram apreendidos 601 quilos, enquanto no outro trator foram apreendidos cerca de 890 quilos. Somadas, as duas apreensões chegam a aproximadamente 1,5 toneladas. 

As informações reunidas durante as investigações permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
As informações reunidas durante as diligências permitiram à polícia identificar pessoas ligadas à movimentação dos tratores, o que fundamentou os pedidos de prisão e de busca e apreensão. 
 

Operação Dirty Pix

Três são presos por desviar mais de R$ 18 milhões de hospital em MS

Outros 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria

07/10/2026 10h30

Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, é alvo de investigação por desvio de verba pública

Hospital Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, é alvo de investigação por desvio de verba pública Divulgação: MPMS

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Equipes do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram, na manhã desta quarta-feira (7), a 2ª fase da Operação Dirty Pix, destinada ao cumprimento de mandados de prisão preventiva contra Jacob Meeuvis Breure, diretor-presidente do Hospital de Sidrolândia, a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva.

Além dos mandados de prisão, outros 25 de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria.

A investigação teve início a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio firmado entre o Governo do Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, responsável pela gestão do Hospital de Sidrolândia.

Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o esquema atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de unidade de terapia intensiva (UTI) móvel, bem como à execução de obras de reforma do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, cujos valores ultrapassam R$ 18 milhões.

Ainda segundo o MPMS, planos de trabalho eram elaborados contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.

As apurações identificaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução de um modus operandi estruturado e reiterado.

Após os recursos públicos entrarem nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores era desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores e intermediários.

As provas obtidas também revelaram o abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso. 

A ação foi deflagrada pelo MPMS, por intermédio da 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia. A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil.

 

 

 

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