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TRAGÉDIA ENTRE FAMÍLIA

Defesa de sobrinho que matou tio alega que homem estava sendo ameaçado de morte

Advogado de Miguel Arcanjo alegou que ele sofre de síndrome do pânico

18 JUL 19 - 11h:42BRUNA AQUINO

A defesa de Miguel Arcanjo Camilo Junior, de 32 anos, suspeito de matar o tio Osvaldo Foglia Júnior, 47 anos, morto a tiros na noite de terça-feira (16) em uma conveniência na Rua Marquês de Lavradio, no Jardim São Lourenço alega que Miguel está bastante abalado e sofre de síndrome do pânico e faz uso de remédio controlado. O suspeito vai se entregar amanhã sexta-feira (18) às 9h na Quarta Delegacia de Polícia Civil, na Vila Moreninha. 

O advogado de Miguel, Júlio César Marques, disse à reportagem nesta quinta-feira, que Miguel está abalado com a situação. “Meu cliente está bastante chocado, ele sofre da síndrome do pânico e toma remédio controlado, ele está muito abalado porque tinha uma aproximação muito grande com o tio, eles até faziam musculação juntos”, explicou o advogado. 

Sobre a tese de defesa, Marques informou que vai partir pela legítima defesa, uma vez que Miguel estava sofrendo pressão psicológica por parte de Osvaldo. “O tio pressionou que iria matar ele e a família por não pagar a dívida, eu não sei o montante ainda, o tio mandou diversas ameaças por telefone, existe diversas gravações que estão sendo transcritas e colocadas em DVD para ser entre à delegacia para demonstrar essa insuportável pressão”, contou Marques. 

Sobre as investigações do caso, o delegado responsável, Thiago Macedo, disse que a relação é mais complexa do que se imagina. “Já foram ouvidas algumas testemunhas e semana que vem vou ouvir uma testemunha chave para o curso das investigações, é um caso bem mais complexo e mais detalhes eu vou resguardar para não atrapalhar as investigações”, contou. 

Ele já foi indiciado pelo crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e porque não não houve a defesa da vítima.

CASO
Segundo testemunhas, Júnior atua como agiota e teria ido ao local cobrar o familiar pelo pagamento de um empréstimo não pago.

Ainda de acordo com pessoas ouvidas pelos investigadores, o acusado estava no local e assim que viu o tio estacionar seu Corolla, sacou uma pistola calibre ponto 380 e atirou três vezes em sua cabeça.

Júnior, que carregava um facão no banco traseiro do veículo, morreu na hora, sem sequer soltar o cinto de segurança. O autor fugiu em seguida. Uma equipe da Polícia Miliar localizou o Camaro, veículo de luxo cuja versão zero quilômetro pode chegar a R$ 350 mil, abandonado no quintal de uma casa modesta do bairro Cristo Redentor.

O acusado é dono do estabelecimento onde ocorreu o crime e segue sem ser localizado pela polícia até a publicação desta reportagem. Apesar dos relatos de que era uma pessoa tranquila, familiares confirmaram que ele e o tio se odiavam e trocavam ameaças de morte públicas. Ele tinha registro da arma na Polícia Federal, apurou osa investigadores.   

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