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BANCO DO BRASIL

Defesa de preso por tentativa de roubo a banco pede habeas corpus

Ministério Público solicitou que caso seja transferido para outra vara criminal

13 JAN 20 - 15h:58ADRIEL MATTOS

A defesa de Robson Alves do Nascimento, um dos nove presos por escavar um túnel para tentar roubar o cofre da central estadual do Banco do Brasil, em Campo Grande, entrou com pedido de habeas corpus. Os advogados também solicitaram a concessão do benefício de justiça gratuita.

Na petição, a defesa alega que o acusado nunca respondeu a outros processos judiciais, tem residência fixa e estava na Capital para trabalhar nas obras de construção de um shopping center. Os advogados negam que Nascimento estava armado no dia da prisão, em 22 de dezembro. “O denunciado não pretende e de nenhuma forma perturbará ou dificultará a busca da verdade real, no desenvolvimento da marcha processual, pois estará voltado, tão-somente, a defender-se da acusação que contra si foi imputada”, escreveram na peça.

Nesta segunda-feira (13), o Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) se limitou a argumentar que a competência para julgar o caso é da 2ª Vara Criminal de Campo Grande, e não da 1ª Vara. Assim, pede que a 1ª Vara desista do caso e o envie para a 2ª Vara.

O CASO

O túnel, de mais de 60 metros, foi escavado pela organização criminosa na tentativa de roubar a central do Banco do Brasil, no dia 22 de dezembro de 2019. A sede da instituição, localizada no bairro Monte Castelo, é responsável em abastecer todas as agências do Estado e movimenta, aproximadamente, R$ 200 milhões por dia. 

O início do túnel começou em uma casa, localizada na Rua Alegrete, próxima a Central. Criminosos colocaram escadas e sustentaram o túnel com colunas. As investigações, de acordo com o delegado da Polícia Civil Fábio Peró, duraram mais de seis meses. 

A organização criminosa é especializada em assaltos à bancos em todo o país. De acordo com Peró, várias pessoas participaram da escavação do túnel, não apenas os seis que foram presos e dois que morreram em confronto com a polícia. 

O delegado explicou ainda que era feito uma espécie de “rodízio” na escala para cavar o túnel que dá acesso à central. Todos os criminosos vieram de outros estados, do Sudeste e do Nordeste brasileiro. O túnel foi fechado com concreto no dia 26 de dezembro.

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