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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

PESQUISA

De todos os roubos registrados em Campo Grande, quase 70% são de celulares

Sejusp assinou convênio com Anatel para acelerar bloqueio dos aparelhos

6 SET 2017Por MARESSA MENDONÇA E RENAN NUCCI11h:40

Entre janeiro e agosto deste ano foram registrados 3.167 boletins de ocorrência de roubo de celulares em Campo Grande. O número representa 68,71% do total de registros do tipo na cidade. Dados fazem parte de levantamento divulgado hoje pelo núcleo de estatísticas e análise criminal da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Conforme a pesquisa, do início do ano até o mês passado 4.817 celulares foram roubados e outros 4.542 furtados em todo o Estado, confirmando que os telefones móveis são um dos principais alvos dos criminosos.

“Anteriormente os furtos eram em residências e os objetos de desejo dos ladrões da década de 90 eram os aparelhos de videocassete, anteriormente os televisores, depois os DVDs e agora o objeto de desejo é o aparelho celular em razão do valor agregado”, detalhou o delegado geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Marcelo Vargas Lopes.

Vargas disse que o interesse dos ladrões pelos celulares está relacionado principalmente ao valor. “Hoje você compra um televisor por R$ 900, mas você tem aparelhos de telefone celular com preço superior a R$ 3 mil. No mercado paralelo eles conseguem colocar esses aparelhos por R$ 800”, finalizou.

REPRESSÃO

Em uma tentativa de inibir este tipo de ação no Estado, um convênio foi firmado, nesta quarta-feira (6), entre a Sejusp e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para dar celeridade ao bloqueio de aparelhos roubados ou furtados.

A diferença é que, a partir de agora, o proprietário do celular liga direto na operadora e consegue o bloqueio imediato do celular, mesmo sem ter em mãos o número de série do aparelho, por exemplo.

O titular da Sejusp, José Carlos Barbosa explicou que “os estados da federação estão buscando alternativas” para lidar também com o bloqueio de celulares dentro de unidades prisionais. “Acreditamos que essa responsabilidade deve ser atribuída às operadoras”, disse.

O secretário pontuou ainda que “aqui em Mato Grosso do Sul nós temos alguma solução que não impede totalmente a utilização de celulares, mas estamos analisando também a possibilidade de locação de equipamentos até que tenhamos uma legislação nacional disciplinando esse assunto”, finalizou.

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