Cidades

SAÚDE PÚBLICA

De preto, agentes protestam por serem obrigados a ir a evento

Servidores deram as costas às autoridades e deixaram auditório

Continue lendo...

Agentes comunitários de saúde fizeram um protesto silencioso por terem sido obrigados a irem ao Encontro Estadual de Vigilância em Saúde. Vestidos de preto, eles deram as costas às autoridades que discursavam e deixaram o auditório do Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camilo na manhã desta segunda-feira (17). 

Eles são funcionários do município de Campo Grande, e o protesto foi organizado pelo sindicato da categoria. O prefeito da Capital, Marcos Trad (PSD) não compareceu ao evento. 

Imagens feitas no momento do manifesto mostram os profissionais de mãos dadas saindo do local (confira o vídeo).

 

https://player.vimeo.com/external/391980295.sd.mp4?s=887c23675ec3253afe8b5076606e9f1aa9b35fd0&profile_id=164&oauth2_token_id=1289434942

Marcos Tabosa, presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande (Sisem), disse que  a falta implicaria em desconto no salário. “Não vamos ficar escutando políticos falarem. Voltaremos à sala quando for feita a palestra”, disse. Além disso, ele reclamou que o município não paga adicional por insalubridade aos profissionais. 

Os agentes receberam, durante o evento, equipamentos que os auxiliarão a monitorar os mosquitos Aedes aegypti infectados com as bactérias Wolbachia, que impedem que ele transmita dengue, Zika e chikungunya.

ENCONTRO

Participam do evento cerca de 2,2 mil pessoas, entre elas, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Extrato publicado em Diário Oficial nesta segunda-feira mostra que somente a locação do espaço, montagem e desmontagem custou R$ R$ 40.512 do Fundo Especial de Saúde de Mato Grosso do Sul.

O objetivo é difundir conhecimentos e informações para a prevenção e o manejo das arboviroses e demais doenças infecto-contagiosas, como coronavírus, dengue, zika, chikungunya, febre amarela, tuberculose, hanseníase, sarampo, influenza, raiva, leishmaniose, entre outras.

A previsão é a de que representantes dos 79 municípios do Estado estejam presentes, além de agentes e profissionais da saúde que atuam nas salas de vacina, coordenadores de atenção primária e vigilância em saúde e técnicos de zoonoses.

O evento contará com o Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox), com acervo de animais peçonhentos para demonstração e orientação da população quanto aos riscos de cada um, além de informações sobre controle de vetores e Wolbachia.

 

  • Reportagem editada às 14h16min para correção de informações

OPERAÇÃO CONTENÇÃO

Nova fase de operação mira familiares de Marcinho VP e esquema financeiro do CV

Ação da Polícia Civil do Rio busca desarticular esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico; investigação aponta que liderança da facção segue ativa mesmo com chefe preso em Campo Grande

29/04/2026 10h44

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e investiga estrutura financeira do grupo criminoso

Operação cumpre mandados no Rio de Janeiro e investiga estrutura financeira do grupo criminoso Divulgação

Continue Lendo...

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (29), uma nova fase da Operação Contenção, com foco na desarticulação do braço financeiro do Comando Vermelho (CV). A ofensiva cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados suspeitos de atuar na movimentação e ocultação de recursos provenientes do tráfico de drogas.

Entre os alvos estão familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em presídio federal em Campo Grande, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças da facção. De acordo com o portal de notícias CNN, o rapper Oruam, a mãe dele, Márcia Nepomuceno, e o irmão, Lucas Nepomuceno, são considerados foragidos da Justiça nesta fase da operação.

Ainda segundo a CNN, um homem apontado como operador financeiro do grupo foi preso, suspeito de movimentar valores do tráfico e repassar recursos à família do líder da organização criminosa. Durante a ação, foram apreendidos bens como veículo e motocicleta.

Conforme o site UOL, a investigação, que se estende por cerca de um ano, identificou um esquema estruturado de lavagem de dinheiro. Segundo os policiais, os valores eram distribuídos por meio de contas de terceiros, os chamados “laranjas” e posteriormente reinseridos na economia formal por meio de pagamentos, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

As apurações também se baseiam em dados extraídos de dispositivos eletrônicos e no cruzamento de informações financeiras e telemáticas. Conversas interceptadas indicariam a participação de integrantes da facção na organização das transações e reforçariam o papel central de Marcinho VP, mesmo após quase três décadas de prisão.

De acordo com a Polícia Civil, ele continua exercendo influência direta nas decisões do grupo, incluindo o gerenciamento de recursos ilícitos.

Continuidade de investigações

Esta não é a primeira ofensiva recente contra a estrutura do Comando Vermelho. Em março deste ano, uma megaoperação também teve como alvo integrantes e aliados da facção, incluindo pessoas próximas à Marcinho.

Na ocasião, as investigações já apontavam a existência de uma rede de apoio responsável por manter a comunicação entre membros do grupo dentro e fora do sistema prisional, além de possíveis articulações políticas e logísticas.

As autoridades destacam que a Operação Contenção tem como objetivo enfraquecer a organização criminosa ao atingir não apenas seus integrantes armados, mas também sua base financeira e operacional. Desde o início da ofensiva, segundo o governo estadual, centenas de pessoas já foram presas e armas foram apreendidas.

As investigações seguem em andamento e novas prisões não estão descartadas.

Marcinho VP 

Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP, é apontado com nome proeminente da criminalidade do Rio de Janeiro há quase três décadas, sendo um dos principais chefes do Comando Vermelho, ao lado de Fernandinho Beira Mar.

Preso desde 1996 , ele está em penitenciárias federais desde 2010, atualmente em Campo Grande.

No entanto, o encarceramento não impediu que Marcinho VP continuasse no mundo no crime. Mesmo de dentro do presídio, ele ordenou uma série de crimes que foram cometidos por outros faccionados. Nos últimos 14 anos, ele cumpre pena em unidades federais.

Em novembro de 2024, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio da Vara de Execuções Penais, autorizou a renovação, por mais três anos, da permanência de Marcinho VP no sistema penitenciário federal.

Na decisão, o juiz afirmou que a manutenção de Marcinho VP no sistema federal segue necessária para dificultar articulações criminosas no Rio de Janeiro.

A decisão cita a megaoperação deflagrada em 28 de outubro de 2024 nos complexos do Alemão e da Penha, áreas consideradas reduto de Marcinho VP, para alertar sobre o "risco do retorno do apenado ao sistema penal do estado".

O histórico de transgressões do líder do Comando Vermelho também foi apontado como motivo pela sua permanência. 

A Justiça considerou que a lei permite a renovação do prazo de permanência por um novo período, caso permaneçam os motivos da transferência. No caso de Marcinho VP, o interesse coletivo de segurança pública.

Assine o Correio do Estado

Operação Fidelis

Traficantes usam Três Lagoas como rota para transportar meia tonelada de cocaína

A operação cumpriu 12 mandados, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens avaliados em R$ 4 milhões

29/04/2026 10h33

Município de Três Lagoas

Município de Três Lagoas Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

Continue Lendo...

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação FIDELIS, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa, que atua no tráfico de drogas e em outros crimes relacionados, com ramificações interestaduais, inclusive em Mato Grosso do Sul.

Durantes as investigações, os agentes identificaram indícios da participação do grupo criminoso no transporte de mais de meia tonelada de entorpecentes vindos da Bolívia, destinados a grandes centros urbanos do país, utilizando o município de Três Lagoas como rota e ponto estratégico para armazenamento, fracionamento e redistribuição da droga.

A operação cumpriu dez mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, além de medidas judiciais de bloqueio e sequestro de bens, expedidas pela Justiça Estadual de Três Lagoas, que resultaram no valor aproximado de R$ 4 milhões.

O grupo criminoso era especializado no transporte de cocaína, com utilização de complexa rede logística e financeira.

Foram apreendidos documentos, dispositivos eletrônicos, valores e outros bens de interesse da investigação, bem como a custódia cautelar dos suspeitos, apontados como lideranças da organização.

Município de Três Lagoas
Armas foram apreendidas durantes as buscas nas casas dos investigados / Divulgação: Polícia Federal

As investigações indicaram a prática reiterada de crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais.

Os presos permanecerão à disposição da Justiça Federal, o material apreendido será submetido à análise pericial e financeira para o aprofundamento das investigações e à completa responsabilização penal dos envolvidos.

Nomenclatura 

O nome "FIDELIS", no latim, significa “fiel” ou “leal” e foi escolhido para simbolizar a relação de lealdade interna existente no núcleo familiar que compunha a organização criminosa.

Essa denominação reforça a ideia de coesão e disciplina entre os integrantes, evidenciada pelo repasse contínuo de ordens, valores e informações sensíveis, principalmente entre os dois irmãos presos.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).