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PARADO

Crise do PSL trava projeto de reforma do Hotel Campo Grande, diz prefeito

Trad criticou que embates partidários prejudicam o país

22 OUT 19 - 17h:16ADRIEL MATTOS E YARIMA MECCHI

O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), afirmou que a crise do PSL, partido do presidente da República, Jair Bolsonaro, é um dos motivos que atrasou a análise do projeto de construção de moradias populares, adaptando o prédio do antigo Hotel Campo Grande. “Está em processo de análise no Ministério do Desenvolvimento Regional, mas está parado porque não se sabe quem vai ser o próximo presidente do PSL”, disse. A declaração foi feita durante a entrega de 20 novos ônibus do transporte público.

“Eu nao tenho muito o que fazer, ficamos chateados que esses temas minúsculos influência na vida de todo brasileiro. Uma questão de briga interna, partidária que parou o Congresso”, afirmou Trad.

A crise interna do PSL na Câmara dos Deputados tem causado uma grande troca de cadeiras nas lideranças do partido no Congresso. Ontem o deputado e filho de Jair, Eduardo Bolsonaro, foi confirmado como novo líder na Câmara dos Deputados e destituiu os vice-líderes, colocando outros 13 novos nomes, entre eles do deputado estadual de Mato Grosso do Sul, Luiz Ovando. O prefeito crítica que essa não é a primeira vez que Brasília trava por conta das dificuldades do presidente e de seu filho. 

“Eu mesmo estive em Brasília, no mês passado, a discussão maior era a ida ou não do filho do presidente para a embaixada, se era nepotismo ou se não era nepotismo. Quando começaram a acalmar as coisas, agora, veio a briga interna do PSL e Brasília parou, de fato parou. Nós não conseguimos adiantar nada porque está uma confusão partidária e nenhum ministério tem dito nada”, disse, lembrando a possível indicação de Eduardo Bolsonaro para assumir a embaixada do Brasil nos Estados Unidos.

HISTÓRICO

O Hotel Campo Grande, edifício localizado na Rua 13 de Maio, e desativado em 2002, será o primeiro modelo de retrofit do Centro de Campo Grande. O local será reformado caso a Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha) consiga viabilizar verba de R$ 38 milhões para transformar o prédio, um dos mais simbólicos das décadas de 1970 e 1980 da Capital do Estado, em um edifício de habitação popular. 

O projeto já foi apresentado ao Ministério do Desenvolvimento Regional, e aguarda aprovação. No mês de julho, o Correio do Estado revelou que as vistorias no edifício já haviam sido realizadas. O objetivo será transformar os 260 aposentos em unidades habitacionais, com área inferior a 40 metros quadrados. 

Também será necessária uma definição quanto à modalidade de financiamento das moradias. Elas poderiam ser enquadradas no programa Minha Casa Minha Vida, ou fazerem parte de um novo programa de habitação popular do governo federal, que estimulará a locação de imóveis a famílias de baixa renda. 

Segundo o prefeito, o valor para a compra do hotel seria de R$ 13 milhões e a reforma ficaria em R$ 25 milhões. O projeto de retrofit (revitalização da estrutura interna e funcional de um edifício) é bom lembrar, não será financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que financia o programa Reviva Campo Grande.

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