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VIOLÊNCIA

Crimes na fronteira diminuem, mas em média 23 ainda morrem por mês na região

Números constam em balanço da Sejusp divulgado nesta terça-feira

14 JAN 20 - 12h:43RICARDO CAMPOS JR. e DAIANY ALBUQUERQUE

Municípios de Mato Grosso do Sul localizados na região de fronteira com Bolívia e Paraguai tiveram queda de 6,73% na quantidade de mortes violentas (homicídios, latrocínios e feminicídios) nos últimos dois anos. Contudo, essas cidades ainda respondem por mais da metade desses tipos de crimes em todo o Estado e tiveram em torno de 23 mortes por mês ao longo de 2019.

A criminalidade fez 445 vítimas em todo o estado ano passado, das quais 227 viviam em áreas próximas aos países vizinhos. A qualquer momento alguém pode se tornar testemunha ou alvo de assassinos nessas localidades.

No dia 15 de outubro, por exemplo, Aldo Vera Cabrera foi executado na frente do filho de 10 anos. Os pistoleiros chegaram atirando. Depois de tirar a vida da vítima, conferiram a identidade e pediram desculpas à criança, pois haviam errado de alvo.

Os números constam em balanço divulgado nesta terça-feira (14) pela Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Homicídio doloso lidera o ranking. Em 2019 foram registrados 251 casos, queda de 6,3% em relação aos números registrados durante o ano anterior (268). também houve dez roubos seguidos de morte, duas a menos que em 2018. Quanto aos casos de feminicídio, foram 16 vítimas em ambos os anos.

Em todo o Estado, a Sejusp registrou 400 casos de homicídios dolosos (-11,3%), outros 14 casos de latrocínio (-44%) e 31 feminicídios, este último com apenas um caso a menos entre 2018 e 2019.

Também houve quedas nas quantidades de roubos (-24%), furtos (-11,3%), roubos de veículos (-30,2%), assaltos em residências (-18,6%), furtos em residências (-12,8%), furtos de veículos (-4,2%), assaltos em vias públicas (-58%) e roubos no comércio (-23,5%).

O único índice que sofreu aumento nas cidades que ficam na faixa de fronteira foi o de mortes em acidentes de trânsito. Foram 116 vítimas em 2019 contra 110 em 2018.

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