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Corumbá

Defesa Civil emite alerta de
'pequena cheia' no rio Paraguai

Autoridades apontam que cheia ainda não oferece riscos aos ribeirinhos

2 JUN 17 - 18h:52MARIANE CHIANEZI

Defesa Civil de Corumbá emitiu hoje alerta de risco sobre cheia do rio Paraguai. Boletim foi baseado em análises técnicas da Embrapa Pantanal, do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), da Agência Nacional das Águas, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), e fundamentado também na régua de aferição de nível de rio do Serviço de Sinalização Náutica do Oeste do 6º Distrito Naval.

Conforme o Diário Corumbaense, rio Paraguai já ultrapassou a cota de alerta, que é de 4 metros, sendo que ontem (1), estava atingindo 4,34 metros, passando 2,32 metros acima do nível de redução.

“Quando ela chega a 4 metros, chega ao nível de alerta, ou seja, já é sinal que as comunidades ribeirinhas e pessoas com alguma atividade econômica ao longo do trecho do rio Paraguai devem começar a se organizar porque pode ocorrer algum tipo de transtorno, dependendo da evolução da cheia”, explicou o tenente Isaque do Nascimento, coordenador municipal de Defesa Civil.

Ainda conforme Isaque, quando nível chega a 4 metros, Embrapa Pantanal é a primeira a se manifestar e oferece auxílio para a Defesa Civil na prestação de socorro e assistência.

Embrapa Pantanal espera que cheia não chegue aos 5 metros e previsão da CPRM é que não ultrapasse 5,5 metros.

'PEQUENA CHEIA'

Tenente ainda esclareceu que, até então, a cheia é considerada pequena, não ameaçando os ribeirinhos, muito embora a água esteja se aproximando.

Sendo assim, até 4,99 metros na régua é considerada cheia pequena, de 5 a 5,99 metros é cheia normal, e quando ultrapassa os 5,99 metros é considerada cheia grande ou super cheia.

Defesa Civil monitora o rio Paraguai em quatro telemétricas todos os dias. Uma da Barra de São Lourenço, outra na comunidade São Francisco, a terceira nas proximidades de Ladário e a quarta no Porto da Manga. Essas telemétricas medem a vazão e o nível do rio Paraguai.

O coordenador municipal de Defesa Civil reiterou que a cheia deste ano, por enquanto, está sendo considerada bem menor que as anteriores, como a do ano passado e a de 2015.

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