Quinta, 21 de Junho de 2018

novo jornalismo

Correio do Estado chega a meio
milhão de seguidores no Facebook

14 MAR 2018Por ALINE OLIVEIRA21h:00

Numa época em que as notícias verdadeiras e as falsas disputam o mesmo espaço nas redes sociais, as comunidades de empresas jornalísticas, como a do Correio do Estado, ganham ainda mais relevância.

A credibilidade alcançada em seus 64 anos de história e o critério rigoroso na apuração de informações levaram o jornal líder em Mato Grosso do Sul a alcançar, nesta semana, a marca de meio milhão de seguidores no Facebook. É a maior comunidade de Mato Grosso do Sul na maior rede social do mundo. 

“O respeito que o Correio do Estado conquistou ao longo de sua história, sempre tratando seu público com muito respeito, oferecendo conteúdo de qualidade e proporcionando retorno aos nossos anunciantes, também é verificado nas redes sociais”, analisa o diretor do Correio do Estado, Marcos Fernando Alves Rodrigues. “A adesão à nossa comunidade no Facebook comprova a consolidação de nossa marca, conhecida por todos os sul-mato-grossenses, também nas redes sociais”, complementa. 

Colaborando com essa realidade, a consultoria Social Media Trends (São Paulo) divulgou levantamento realizado em todo o Brasil, no qual foi identificado que 77,4% das empresas entrevistadas confirmaram utilizar as redes sociais para divulgar a marca, 63,2% para engajar a audiência e 50,3% a fim de aumentar o tráfego nos portais oficiais. 

As pessoas gostam de consumir informações curtas, objetivas, com boas imagens e veracidade de conteúdo", Fabricio Bazé.

Na avaliação do administrador de empresas e gestor em mídias sociais Fabricio Bazé, o conteúdo jornalístico publicado nas redes sociais mais populares do País, tais como Facebook, Twitter e Instagram, é fundamental para que o veículo mantenha a fidelidade de seus leitores e conquiste novos públicos.

"A empresa deve analisar e entender o que seu público quer, o que, no caso das empresas jornalísticas, significa apresentar notícias adequadas aos padrões de cada rede virtual. É importante destacar que vivemos num tempo de multimeios, as pessoas gostam de consumir informações curtas, objetivas, com boas imagens e veracidade de conteúdo. Este é o diferencial do jornalismo on-line na atualidade”, argumenta o profissional, que também é docente nos cursos de Jornalismo e Publicidade em universidade da Capital.

No caso do Correio do Estado, a grande adesão do público à sua comunidade no Facebook, por causa da seriedade do trabalho de sua equipe, configura um dos melhores abrigos contra as fake news, cada vez mais difundidas nas redes.

Outro dado relevante publicado pela Social Media Trends é de que 94,4% das empresas brasileiras estão presentes nas redes sociais (ano-base 2017), por isso, é fundamental que as equipes estejam preparadas para atender às demandas que são características das redes sociais.

“Naturalmente que o melhor indicador de desempenho para as empresas será o alcance das notícias postadas. Quando o usuário aprova um post, ele curte, comenta e compartilha, fortalecendo o engajamento da empresa. Entretanto, um dos pontos mais valiosos é investir na interação com os seguidores e na divulgação de conteúdos originais e criativos, que façam o usuário clicar para ler o conteúdo até o fim”, conclui Bazé.

DIVERSIDADE DO DIGITAL

Arnaldo Mike é gerente de Redes Sociais e Conteúdo da Agência Babel, na cidade de São Paulo. Ele atua no segmento de social media há sete anos e tem como clientes a montadora Jaguar e Land Rover Brasil.

O profissional explica que é designer gráfico de formação, mas seu trabalho sempre esteve mais próximo do jornalismo e da publicidade, o que lhe concedeu experiência no acompanhamento do trabalho desenvolvido por grandes jornais do eixo Rio-São Paulo.

“A utilização de conteúdo jornalístico nas redes sociais, sobretudo, no Facebook, requer planejamento e monitoramento constante. Isso porque as redes sociais enfrentam o fenômeno das fake news, que acabam desvirtuando as informações e deixando os usuários incrédulos quanto aos materiais jornalísticos. Em contrapartida, acompanhamos inovações em diferentes regiões brasileiras, nas quais os veículos jornalísticos estão segmentando cada vez mais suas editorias para atender aos interesses e desejos dos usuários”, avalia o profissional.

Mike explica que a contrapartida dos usuários inconstantes e voláteis, são aqueles que seguem veículos tradicionais e com credibilidade consolidada, como é o caso do Correio do Estado. Nesse caso, o público confia nas informações postadas e, se tem alguma dúvida, acessa o portal oficial ou mesmo entra em contato nos canais de comunicação da empresa.

“O receptor sabe o que quer e tem liberdade de consumir o conteúdo na hora que quiser, filtrando cada vez mais seus interesses. É importante ressaltar a credibilidade da mensagem que ele recebe, já que é bombardeado por notícias, memes, conteúdos de amigos virtuais, 24 horas por dia. Diante disso, se perder no caos e na quantidade de informação é fácil”, argumenta o social media. 

OPINIÃO DOS SEGUIDORES

A professora aposentada Ana Maria Barbosa, 65 anos, conta que é assinante do jornal há mais de 20 anos, porém, aderiu ao Facebook há pouco tempo e fez questão de seguir a página do Correio do Estado. “Meu esposo é mais tradicional e prefere receber o jornal diariamente. Para ele, é um ritual, mas eu gostei muito de ter a opção de acessar do celular o conteúdo do jornal”, opina. 

Para Victor Hugo, 22 anos, a decisão de seguir a fanpage do Correio foi a praticidade oferecida pelos smartphones. Ele conta que escolheu entre os veículos em que mais confia no conteúdo e tornou-se seguidor: “Quando eu vejo a notícia, sei que foi publicada no site e no impresso, por isso, sinto mais confiança e interesse de clicar no link e ler toda a matéria”, pontua o estudante do curso de Administração de Empresas.

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