Campo Grande - MS, quarta, 22 de agosto de 2018

20 mil hectares

Bombeiros sobrevoam Parque Estadual para tornar combate a incêndio mais eficaz

Cerca de 20 mil hectares de área foi consumido pelo incêndio

17 OUT 2017Por GLAUCEA VACCARI15h:53

Corpo de Bombeiros sobreavoa nesta tarde o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, onde incêndio já atingiu 20 mil hectares, para verificar a propagação do incêndio e traçar estratégias de combate as chamas. 

Conforme o Corpo de Bombeiros, objetivo do sobrevoo é fazer um reconhecimento técnico, calcular a área já queimada, verificar o sentido de propagação do incêndio e se parte está se propagando para algum aceiro natural. 

Major Leonardo Congro, oficial responsável pelos trabalhos, disse que o incêndio foi iniciado em decorrência de um raio e que a área do parque localizada em Taquarussu está sob controle. Preocupação da equipe é combater focos existentes no perímetro de Jateí.

Ainda segundo os bombeiros, local é difícil acesso e, depois do sobrevoo, serão adotadas medidas para tornar o combate as chamas mais eficaz, além de levantar a necessidade de aumentar o número de efetivo, equipamentos e posicionamento da equipe para a força-tarefa.

Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), há previsão de chuva para o local e a expectativa é que as pancadas de chuva ajudem a apagar o fogo.

Durante a manhã, nove bombeiros e três servidores do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) estiveram no local, que é uma das principais áreas de conservação da região. 

O PARQUE

De acordo com o Governo do Estado, o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema tem 73.345,15 hectares localizados na Bacia do Rio Paraná, abrangendo os municípios de Jateí, Naviraí e Taquarussu.

Ele foi criado em 1998, foi à primeira Unidade de Conservação do Estado assim constituída. Sua criação foi motivada pela medida compensatória da Usina Hidrelétrica Eng. Sérgio Motta, em dezembro de 1998.

Entre os objetivos da unidade estão conservar os fragmentos de florestas, os remanescente de várzea e ecossistemas associados dos rios Ivinhema e Paraná, manter mecanismos de regulação natural das bacias hidrográficas locais e promover a preservação da diversidade genética das espécies que habitam o Parque, principalmente aquelas ameaçadas de extinção.

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