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COMÉRCIO ILEGAL

Contrabandistas de agrotóxico intensificam ações na fronteira

Em apenas quatro apreensões, polícia interceptou 4,6 toneladas do produto vindas do Paraguai

16 MAR 19 - 04h:00THIAGO GOMES

Além de ser um grande fornecedor de maconha para traficantes brasileiros, o Paraguai funciona como distribuidor de agrotóxico contrabandeado, especialmente nesta época, quando se dá o plantio do milho safrinha, com uso do produto químico. Por conta disso, contrabandistas estão intensificando as ações na região de fronteira. Somente nesta semana, em Mato Grosso do Sul, foram apreendidas 4,6 toneladas de agrotóxico.

Na maioria dos casos, o herbicida é trazido do país vizinho por quadrilhas especializadas, que se valem da vantagem de preço para atrair receptadores. Os produtos ilegais se enquadram em três categorias: ilegais contrabandeados (tem a venda proibida no Brasil); legais (autorizados no Brasil, mas que entram ilegalmente pela fronteira); e ilegais falsificados (que tentam se passar por um determinado produto, mas têm em sua composição outras substâncias).

APREENSÕES
Nesta sexta-feira, a Polícia Militar Rodoviária apreendeu 2,2 toneladas de agrotóxico, carga avaliada em R$ 1 milhão e considerada a maior apreensão do ano. A retenção ocorreu durante revista em um caminhão Mercedes-Benz L 1618, com placa de Mato Grosso do Sul e que foi abordado pela equipe da base operacional de Aquidabã.

O motorista, de 26 anos, informou que pegou a carga em um posto de combustíveis na saída de Ponta Porã e deveria esperar no Distrito de Nova Itamarati a entrega da suposta nota fiscal da mercadoria. Os inseticidas seriam entregues em Campo Grande e pelo serviço ele receberia R$ 1,5 mil.

Na quinta-feira (14), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) barrou 1,3 tonelada de agrotóxicos transportada em um Doblô que seguia pela BR-060. O motorista parou o veículo e fugiu a pé pelo mato. Na vistoria, os policiais encontraram as embalagens do produto.  

Já na MS-164, a Polícia Militar Rodoviária apreendeu dois veículos que transportavam cigarros e agrotóxicos paraguaios. O flagrante ocorreu quando a equipe da Base Operacional Rodoviária de Vista Alegre  deparou-se com dois veículos GM Montana, sendo um com placa de MS, dirigido por um estudante de 22 anos, e o outro com placa de MG, conduzido por um mecânico de manutenção de 36 anos. Eles saíam de uma estrada vicinal às margens da rodovia, em atitude suspeita.

Os militares abordaram os veículos, porém, no momento da aproximação, os motoristas  desceram e correram para o mato. Contudo, posteriormente, eles foram localizados pelos policiais.
Em vistoria nos veículos, foi localizada na carroceria e na cabine grande quantidade de inseticidas de origem estrangeira, das marcas Effective 75 WG e Luetina Top, que, conforme relatado pelos transportadores, totalizavam  400 quilos. Na picape Montana de MG, foram encontrados na carroceria e cabine dois mil pacotes de cigarro marcas Eight e Fox. Além disso, no interior dos dois veículos, havia rádios comunicadores.

Os motoristas disseram que foram contratados em Campo Grande por um homem de nome José, para fazerem o transporte dos produtos de Ponta Porã para a Capital. Segundo eles, viajaram na segunda-feira com José e se hospedaram em um hotel em Ponta Porã, próximo à linha internacional, e na terça-feira foram levados a um posto de combustíveis, na saída da cidade, onde receberam os veículos carregados. Um receberia R$ 750 pelo frete do cigarro, e o outro, R$ 400 pelo inseticida.

O outro flagrante aconteceu na noite de quarta-feira (13), quando policiais militares da unidade de Amambai abordaram o veículo Mitsubishi Pajero, usado por dois homens, de 25 e 36 anos. Eles transportavam vários sacos contendo agrotóxicos. De acordo com a PM, no total foram apreendidos 720 quilos de defensivos agrícolas das marcas Apron e Solar 70. 

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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