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DESCUMPRIMENTO

Consórcio elabora defesa para se livrar de multa e nova frota

Prazo para pagamento de penalidade de R$ 2,7 milhões terminou nesta quinta-feira

16 MAI 19 - 18h:21TAINÁ JARA

O Consórcio Guaicurus elabora defesa para apresentar à Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos) e se livrar do pagamento de multa de R$ 2,7 milhões e renovação da 48 ônibus antigos da frota, prevista em notificação emitida pela prefeitura. O documento dava prazo de 15 dias para as empresas responsáveis pelo serviço se adequarem às cláusulas contratuais.

Venceu nesta quinta-feira, o prazo para incluir 48 ônibus novos na frota de 555 veículos que atendem Campo Grande. Com isso, a empresa terá de arcar com a multa milionária. No entanto, o presidente do consórcio, João Rezende Filho, afirmou que não irá cumprir com a  penalidade. “Não vamos pagar a multa. Vamos protocolar defesa na prefeitura. Não quero adiantar os termos deste documento”, afirmou.

Em coletiva de imprensa realizada na quarta-feira, o diretor-presidente da Agereg, Vinícius Leite, afirmou que caso a empresa não pague administrativamente, a prefeitura vai recorrer à Justiça para cobrar a multa. Conforme o diretor, o prazo para empresa pagar a multa findou às 17h30 de hoje. “Agora o processo vai para o jurídico”, explicou.

DESCUMPRIMENTO

Em 2017,  a Agereg instaurou processo de fiscalização em relação ao cumprimento do contrato firmado entre prefeitura e o Consórcio Guaicurus. O foco era a ideia média da frota, de cinco anos. Em janeiro deste ano, a empresa tinha 48 veículos com validade até o fim de 2018.

Após as vistorias, ficou constatado que a empresa estava descumprindo esta regra. Isto porque, a idade média dos ônibus circulando pelas ruas da  Capital é de 6,76 anos. Conforme as informações divulgadas pela assessoria da Prefeitura, a Agereg teria enviado ofícios para o consórcio, mas, não obteve resposta.

No contrato assinado pelo Executivo e pelo consórcio estão previstas algumas sanções em caso de descumprimento total ou parcial das cláusulas. São eles: advertência, multa, suspensão da possibilidade da entrada em licitações,  além do impedimento de realizar novos contratos com a prefeitura pelo prazo de dois anos.

O valor da multa é resultado de um cálculo sobre o valor da receita diária por dia de inadimplemento. A receita diária do consórcio é de R$ 22.885,63. O da multa corresponde a 5%.

Levantamento da Agereg aponta que para manter a frota dentro da idade média de cinco anos, o consórcio precisa adquirir cerca de 55 veículos por ano, o que custaria R$ 20 milhões.

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