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CAPITAL

Apesar de relaxamento de restrições, Saúde alerta para consciência da população

Prefeitura autorizou a reabertura ao público de bares, restaurantes e igrejas
02/04/2020 08:00 - Daiany Albuquerque


 

Com a reabertura de bares, restaurantes e a volta dos bancos a funcionarem, a região Central de Campo Grande registrou o maior número de circulação de pessoas desde que as medidas para isolamento social foram implantadas em Campo Grande, com o fechamento dos comércios não essenciais, no dia 21 de março, devido a pandemia da Covid-19, o novo coronavírus.

Porém, de acordo com a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Veruska Lahdo, a melhor maneira de se prevenir a propagação da doença ainda é o isolamento social. “As pessoas precisam ter consciência de que o isolamento ainda é o que vai salvar vidas. As pessoas têm que avaliar se há necessidade de se exporem. Não é porque alguns lugares abriram que as pessoas devem sair de casa”, orientou.

A superintendente afirmou que diariamente a secretaria tem acompanhado os dados de outros estados, como São Paulo, que diariamente vê o número de mortes pela doença aumentar. “Não podemos relaxar porque podemos vir a ter um número grande de notificados e o serviço de saúde não vai dar conta. O que o Ministério da Saúde orienta e todas as autoridades de saúde também é que o isolamento é que vai nos ajudar nesse momento, além das medidas de higiene”.

Entretanto, apesar dos alertas das autoridades de saúde, a reportagem do Correio do Estado encontrou vários idosos andando pelas ruas do Centro. Um deles, Ezequiel Loureiro, 85 anos, contou que estava procurando um aquecedor e um carregador de celular.

Perguntado se ele não tinha receio de sair pelas ruas e manter contato com outras pessoas que pudessem ter a doença, o aposentado disse que não tinha ninguém que pudesse fazer compras por ele. “Eu moro sozinho em um hotel perto da antiga rodoviária. Medo a gente tem, mas com essa idade já não tem mais muito o que perder”, brincou Loureiro, dizendo que ainda iria percorrer outras ruas do Centro em busca dos itens desejados, mesmo sabendo da proibição de abertura do comércio.

Já o aposentado Martin da Silva Guerra, 74 anos, disse que só saiu de casa porque estava ajudando um vizinho, de 90 anos. “Eu moro sozinho, não tenho ninguém para fazer minhas coisas por mim e meu vizinho é ainda mais velho, então resolvi ajudá-lo”, contou, mostrando a listinha de compra que faria para o conhecido.

“Eu sei que eu estou errado, eu deveria estar em casa, mas tinha que ajudar. Estou tomando todos os cuidados, lavando as mãos toda hora, passando álcool em gel, não me aproximo muito das pessoas, mas penso que quando tem que acontecer não tem jeito”, afirma o idoso, que mora no bairro Cabreúva e disse ter ido a pé até o Centro, já que o transporte público atende apenas servidores da saúde e de comércios essenciais.

Comércio aberto

Desde o dia 21 de março a Prefeitura de Campo Grande determinou, por meio do decreto 14.200, que os estabelecimentos comerciais que não são essenciais permanecessem fechados até o dia 5 de abril. A medida foi relaxada na segunda-feira (30), quando a administração municipal incluiu os restaurantes, bares, lojas de materiais de construção, igrejas e templos a retomarem suas atividades ao público, com algumas condições.

Apesar dessa determinação, alguns comércios permaneceram abertos, principalmente nos bairros da Capital. No primeiro dia da determinação, a reportagem flagrou estabelecimentos abertos no Aero Rancho e região. Já nesta quarta-feira alguns comércio voltados a peças de veículos também abriram as portas, apesar de não estarem incluídos no texto do decreto.

De acordo com o decreto, caso a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur) flagrar o estabelecimento aberto, ele poderá ser punido com a suspensão do alvará de funcionamento.

 

Felpuda


Sindicalista defende o fim de mordomias e privilégios dos políticos e dos integrantes de outros Poderes, conforme divulgação feita por sua assessoria. Para ele, está na hora de se colocar um basta nessa situação, questionando, inclusive, o número de parlamentares e de assessores. Entretanto, não demonstra a mesma aversão por aqueles dirigentes de sindicatos que se perpetuam no poder e que comandam mais de uma entidade, assim como ele. Afinal, o exemplo deve vir de casa, né?