Cidades

CONSCIENTIZAÇÃO

Com panfletos e faixas, grupo divulga potencial terapêutico da cannabis

Pais e profissionais promoveram a 1ª Caminhada pela Aprovação da Cannabis Medicinal em Campo Grande

ALÍRIA ARISTIDES

23/11/2019 - 12h25
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Os resultados medicinais obtidos com o uso da cannabis sativa motivou famílias, profissionais e defensores do uso medicinal da planta a acordarem cedo no sábado (23) para promover a 1ª Caminhada pela Aprovação da Cannabis Medicinal em Campo Grande. Com panfletos, faixas e conversas, o grupo de cerca de 20 pessoas, reunido na praça do Rádio Clube, pretendia conscientizar quem passava pelo local, além de combater através de conversa o preconceito e desconhecimento sobre o tema.

Mãe dos gêmeos Thiago e Matheus, de 12 anos, diagnosticados com nível severo de autismo, Carolina Spínola, 41 anos, recorreu ao uso do medicamento que é administrado há cerca de seis anos. A jornalista e pedagoga, especialista em comportamento associado ao autismo e outras deficiências intelectuais, afirma que melhoras significativas foram perceptíveis com o tratamento associado à outras terapias. 

Com uso medicinal liberado em diversos países do mundo, o tratamento à base da planta é recomendado para diversas condições patológicas, como alzheimer, AIDS, depressão, fibromialgia, osteoporose, entre outras. “Queremos trazer para a sociedade mais conhecimento e menos preconceito sobre o tema. São informações que podem salvar vidas. E mais do que isso, queremos com esta ação contribuir para a regulamentação da cannabis medicinal no Brasil”, afirma. 

Segundo Carolina, a medicação mensal precisa ser importada e tem o custo médio mensal de R$8 mil. “Falta informação, faltam estudos e pesquisas sobre o assunto no Brasil. As pessoas associam à drogas e famílias que precisam da medicação não recebem apoio, muitos não têm acesso”, explica. Com o intuito de auxiliar quem necessita do tratamento, Carolina, profissionais e interessados na causa fundaram a Associação de Pais e Responsáveis Organizados pelos Direitos das Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Pro D Tea). 

Além de representantes da Pro D Tea, o evento contou com a participação de membros da Sociedade Brasileira de Estudos sobre a Cannabis (SBEC) – Núcleo Verde Campo Grande, e do Grupo Florescer – Pacientes de Cannabis e Saúde. O grupo também trabalha na divulgação e coleta de assinaturas para colocar em regime de urgência o Projeto de Lei 5158/2019, em tramitação no Congresso Nacional, que trata sobre a disponibilização da medicação derivada da cannabis. 

A empresária Jessica Camargo, de 29 anos, utiliza o óleo extraído da flor da cannabis para aliviar os sintomas da paralisia facial que sofreu, além de episódios de ansiedade. “Houve uma redução de danos com o uso. Desde que comecei a utilizar a diferença que sinto na minha saúde é gritante. A nossa luta aqui é também contra o tabu, as pessoas não sabem os benefícios medicinais que podem obter com a cannabis”, relata. 

Com o tratamento, Jessica se interessou pelo assunto e começou a estudar o processo de preparo do óleo. “Comecei a buscar conhecimento, formas de utilizar a planta como medicina. Fiz cursos em São Paulo e no Uruguai, aprendi a fazer todo o processo de extração para consumo próprio”. A empresária faz parte do grupo Florescer, formado por pacientes da cannabis, um núcleo responsável pelo cultivo, extração e controle de qualidade da planta destinadas para os membros. 

Outro membro do Pro D Tea presente na mobilização era o farmacêutico e bioquímico Leopoldo Ceni, de 40 anos. “Tenho convívio com crianças e adultos que utilizam o medicamento. Não é uma cura, mas é alívio para dores inflamatórias, ansiedade, dores no corpo. A gente veio tentar desmistificar conceitos contra a cannabis, viemos tentar informar as pessoas sobre a terapia”. O bioquímico reforça a necessidade de conscientização para que o projeto de legalização seja colocado em pauta. “O apoio da população é muito importante, sem apoio não conseguimos cobrar uma posição do poder público. Precisamos de apoio para legalizar, para assinar a petição, para cobrar mais pesquisas na área”, conclui. 

 

 

CAMINHOS SEGUROS

MS segue no encalço de estupradores condenados

Operação mostra que estupradores "seguiam a vida", mesmo condenados, trabalhando normalmente em Mato Grosso do Sul

06/05/2026 12h39

Caso mais recente trata-se da prisão de um estuprador de 51 anos, que trabalhava como mecânico de máquinas pesadas mesmo com mandado de prisão aberto

Caso mais recente trata-se da prisão de um estuprador de 51 anos, que trabalhava como mecânico de máquinas pesadas mesmo com mandado de prisão aberto Reprodução/PCMS

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Por meio da chamada Operação Caminhos Seguros 2026, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) segue no encalço de condenados por crimes de estupro de vulnerável e delitos correlatos, evidenciando inclusive que, mesmo condenados, muitos estupradores "seguem a vida" trabalhando normalmente em Mato Grosso do Sul. 

O caso mais recente que veio à tona, através da equipe de comunicação da Polícia Civil, trata-se da prisão de um estuprador de 51 anos, que estava com mandado de prisão aberto "decorrente de sentença condenatória definitiva, já transitada em julgado", cita a órgão.

Condenado a cumprir uma pena de 12 anos de reclusão em regime fechado, esse homem que trabalha como mecânico de máquina pesada foi localizado e preso no bairro Altos do Indaiá, distante aproximadamente 231 quilômetros de Campo Grande, em Dourados. 

Esse indivíduo foi preso e levado para unidade policial, onde ficará à disposição da Justiça. Porém, as ações policiais por meio da Operação Caminhos Seguros 2026 seguem, tanto com o cumprimento de mandados como com atendimento a denúncias e fiscalização de pontos que são considerados vulneráveis à exploração sexual infanto-juvenil, seja na Capital ou no interior do Estado.

Caminhos Seguros

Já no início desta semana, os primeiros trabalhos da Operação Caminhos Seguros rendeu prisões de condenados por crimes de estupro, ou com mandados de prisão em aberto, que "seguiam a vida" após cometerem esses crimes em diversos municípios do Estado. 

Logo na segunda-feira (04) houve a prisão de três indivíduos, sendo dois indivíduos já condenados, 56 e 36 anos, que devem agora cumprir as respectivas penas a que estavam condenados, sendo: 14 e nove anos de reclusão, ambos em regime fechado.

Além desses, ainda no município douradense, os agentes da Depca cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um acusado de 21 anos, também pelo crime de estupro de vulnerável, indivíduo esse que trabalhava como auxiliar de serviços gerais. 

Vale destacar que, como bem acompanha  oCorreio do Estado, metade dos casos de estupro registrados em MS são contra crianças, de zero a 11 anos, uma preocupação para os poderes principalmente voltados para segurança pública, sendo pelo menos dois casos envolvendo bebês que vieram à tona na última semana. 

Conforme balanço da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul sobre a participação na Caminhos Seguros de 2025, essa ação contínua de enfrentamento à violência sexual infanto-juvenil, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, resultou em mais de cem indivíduos presos por esses crimes no Estado no último ano. 

Em 2025 a Operação Caminhos Seguros apresentou os seguintes números: 

  • 32 mandados de prisão por estupro de vulnerável, sendo 23 cumpridos pela Depca;
  • 73 prisões em flagrante em todas as Regionais no Mato Grosso do Sul;
  • 142 denúncias do Disque 100 apuradas na Delegacia Especializada;
  • 187 pontos fiscalizados pela Depca, tidos como "vulneráveis à exploração sexual infantil";

No último ano houve ainda o cumprimento de mandado de busca e apreensão, que resultou na prisão de um acusado responsável pelo armazenamento de material pornográfico infanto juvenil. 

Foram contabilizadas 227 vítimas atendidas, através do acolhimento e encaminhamento à rede de proteção, e demais ações para conscientização por parte da Depca, o que inclui desde palestras sobre segurança digital, voltadas a pais, crianças e adolescentes.

É importante que crimes contra crianças e adolescentes sejam denunciados, e as informações devem ser repassadas para a Polícia Civil, inclusive de forma anônima, pelo Disque 100, em qualquer unidade ou até mesmo por meio da Delegacia Virtual (www.pc.ms.gov.br).

 

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Razões climáticas

Festa do Queijo é adiada em Rochedinho (MS); veja novas datas

Evento foi adiado por questões climáticas; fim de semana será de chuva e frio

06/05/2026 12h15

Queijo artesanal. Foto: Prefeitura de Campo Grande

Queijo artesanal. Foto: Prefeitura de Campo Grande

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9ª Festa do Queijo, em Rochedinho (MS), foi adiada para os dias 15 (sexta-feira) e 16 de maio (sábado) por razões climáticas. Há previsão de chuva e frio para este fim de semana.

A festa seria realizada nesta sexta-feira (8) e sábado (9). De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), a medida foi adotada de forma preventiva, priorizando a segurança de expositores, trabalhadores e público.

Na semana que vem, a previsão é de sol, calor e tempo firme. Com isso, a festa está confirmada para os dias 15 e 16 no mesmo local (em frente à Escola Municipal Agrícola Barão do Rio Branco) e horário (17h).

A novidade é que neste ano, a festa passará a ter dois dias, ao contrário dos anos anteriores, que tinha apenas um. A ampliação se deve à crescente demanda de público.

A festa reuniu cerca de 10 mil pessoas em 2025 e a expectativa é de um público ainda maior em 2026.

FESTA DO QUEIJO

Tradicional Festa do Queijo é realizada anualmente, no mês de maio, no fim de semana que antecede o Dia das Mães, em Rochedinho, distrito localizado a 30 quilômetros de Campo Grande.

A festa conta com expositores de diversos queijos, produtos, alimentos artesanais, doces, entre outros. Também haverá atrações culturais, musicais e praça de alimentação (cachorro quente, pastel, churrasco e bebidas), além de brinquedos infláveis e pula-pula para a criançada.

O evento reúne produtores, moradores, visitantes e turistas. É uma oportunidade de prestigiar os produtores locais, incentivar a economia regional, valorizar o turismo rural e aproveitar momentos de lazer em família.

A Festa do Queijo é organizada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Sectur) e pela Subprefeitura de Rochedinho.

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