sábado, 21 de julho de 2018

URGÊNCIA EM RISCO

Com 2 ambulâncias do Samu funcionando,
8 que estavam paradas vão para conserto

Prefeitura informou que não faltam ambulâncias, mas há demora na reposição das desgastadas

11 JUL 2018Por GLAUCEA VACCARI16h:46

Com apenas duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em funcionamento para atender toda a Campo Grande e após informação da coordenadora do Samu, Maithê Vendas Galhardo, de que o serviço poderia ser paralisado, oito viaturas que aguardavam manutenção foram enviadas hoje para conserto, segundo informou a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Previsão é que as ambulâncias sejam reintegradas à frota nos próximos dias, dependendo da complexidade de cada ajuste.

Conforme a Sesau, não há falta de viaturas para o Samu na Capital, mas há demora na reposição das viaturas desgastadas, com mais de cinco anos de uso, o que encarece a manutenção. Além disso, a Secretaria de Saúde aguarda a concretização do termo de desfazimento de sete viaturas e outras três que está em processo.

O processo de desfazimento é solicitado quando a viatura não tem mais condições de rodar e a manutenção ultrapassa o valor de venda e o processo é aberto para que se possa solicitar ao Ministério da Saúde a reposição da frota.

“A Prefeitura de Campo tem trabalhado arduamente para solucionar o problema, mediante a manutenção das viaturas e viabilizando a reposição da frota, por meio de novas doações do Ministério da Saúde, bem como a destinação de emendas parlamentares por deputados, para compra de viaturas para atender o Samu”, diz a Sesau em nota.

RISCO

Em audiência pública realizada na segunda-feira (9), a coordenadora do Samu, Maithê Vendas Galhardo, informou que nove ambulâncias seriam descartadas nos próximos dias, e com isto, o serviço pode ser paralisado em Campo Grande. “ Precisamos de 12 ambulâncias e só temos duas”, lamentou Maithê.

Segundo ela,  ambulâncias básicas do Samu foram acionadas 2,8 mil vezes e avançadas 700 vezes, somente no mês de junho e não há atualmente nenhuma ambulância médica para atender Campo Grande, apenas ambulâncias básicas.

A promotora do Ministério Público Estadual, Filomena Aparecida Depolito Fluminhan, disse que vai instaurar inquérito para apurar o caso, mas, vai emitir termo de acordo para que sejam alugadas prioritariamente as ambulâncias, já que inquérito demanda tempo de investigação. 

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