REFLEXO

Com chuvas, rendimento <br>de obras tem redução de 40%

Cronograma dos serviços já prevê atrasos por conta do tempo e de acordo com a Sisep prazos de entrega não serão alterados
10/12/2019 11:00 - FÁBIO ORUÊ


 

A primavera, que começou no dia 23 de setembro, é conhecida por ser a estação em que as chuvas se intensificam e podem atrapalhar os locais que estão passando por obras ou mesmo impedir que algumas frentes de trabalho sejam realizadas.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), Rudi Fiorese, explica que o rendimento do canteiro de obras cai neste período de grande índice pluviométrico, situação já prevista no cronograma. “A gente prevê sempre redução de 30% a 40%, porque [com a chuva] atrasa, atrapalha mesmo. Por exemplo, um dia como ontem e de quinta-feira [5] não produzimos nada”, explicou.

Entre a tarde de domingo (8) e manhã de ontem (9), em Campo Grande choveu 25,6 milímetros de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). De acordo com dados do meteorologista Natálio Abrahão, desde o início do mês, foram 75,6 milímetros de chuva – quase 40% do esperado para dezembro. Na quinta-feira (5), o acumulado ficou em 36,2 milímetros.

Porém, obras de tapa-buraca, por exemplo, demandam aumento do efetivo de trabalho neste período por conta dos prejuízos decorrentes da chuva, que causam surgimento de buracos. Fiorese garantiu que o atraso é previsto no cronograma dos projetos para que o prazo de entrega não seja estendido. De acordo com o Portal + Obras, da prefeitura da Capital, o município tem 24 obras em andamento, das quais 14 são de reformas ou construções e dez de pavimentação, requalificação ou relacionadas ao asfalto que precisam de uma atenção maior durante o período chuvoso. “Só acontece de atrasar muito a ponto de estender a entrega quando chove muito além do previsto pela meteorologia”, comentou o secretário. 

O último trimestre - setembro, outubro e novembro - foi marcado por chuvas abaixo da média em Mato Grosso do Sul, conforme aponta relatório divulgado pelo meteorologista Natálio Abrahão. Além da chuva escassa, os meses de setembro, outubro e novembro tiveram altas temperaturas. Conforme o meteorologista, em setembro choveu muito abaixo do esperado para o mês, que era de 85,2 mm, tendo ocorrido apenas 23,5 mm, o que corresponde a 25,7% do esperado no Estado. Apenas o município de Paranaíba atingiu a média, com 61,6 mm dos 55 mm esperados.

Já em outubro, a média era de 144,8 mm, mas choveu apenas 50,1 mm e a exemplo de setembro, só uma cidade teve chuvas dentro do padrão, que foi Chapadão do Sul, onde choveu 12,88% acima da expectativa de 142,1 mm, com precipitações atingindo 160,4 mm no mês. Em novembro, pelo terceiro mês consecutivo as chuvas ficaram abaixo da média. De 157,9 mm, choveu 117,5 mm, ou seja, 74,5% do esperado. Somente quatro municípios do estado atingiram os volumes esperado, sendo Chapadão do Sul (20,7% a mais), Paranaíba (06,2% a mais), Ponta Porã (09,3% a mais) e Água Clara (14,8% a mais).

ESTIAGEM

Nesta época, a reportagem do Correio do Estado conversou com o secretário, que garantiu que a estiagem atípica estava sendo benéfica para as obras. “As obras continuam a todo vapor e realmente a chuva está ajudando nessa questão. Quando é um período mais chuvoso, nós ficamos semanas e quase não produzindo nada. Esse período que está chovendo menos que o esperado está ajudando”, comentou. 

O motivo para a falta de chuvas era um bloqueio atmosférico que não permitiu o avanço de frentes frias e as temperaturas muito elevadas atuaram como massa de ar quente. Para dezembro, tendência é que as chuvas voltem a cair dentro da média e a previsão indica retorno gradual a partir da região norte do Estado, prosseguindo para as demais áreas. 

Segunda a meteorologista do Centro de Monitoramento, do Tempo e do Clima (Cemtec), Franciane Rodrigues, nesses primeiros dias de dezembro já choveu 55,4 mm, sendo 224,9 mm o esperado para o mês. Este valor corresponde a 24,6% do esperado.

* Colaborou Glaucea Vaccari

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".