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SOLIDARIEDADE

Com ajuda de militar, refugiados venezuelanos tentam recomeçar a vida em Campo Grande

Imigrantes já trabalham e querem trazer familiares que ficaram na terra natal
09/11/2019 18:00 - FÁBIO ORUÊ, com assessoria


 

Grupo de ajuda humanitária em Campo Grande auxilia famílias venezuelanas trazidas de Pacaraima (RR) – local onde se concentra grande parte dos refugiados do país Andino e serve de base para a Operação Acolhida, desencadeada em março de 2018 pelo Ministério da Defesa. As cinco famílias que estão na Capital estavam no acampamento da missão, onde conheceram o Coronel Antônio Vamilton Lopes, que era coordenador geral da equipe e deveria permanecer na cidade durante três meses, porém, Vamilton se sensibilizou com a situação e acabou dobrando seu tempo de serviço no local – prestando apoio, então, por seis meses.

“Famílias venezuelanas morrem na Venezuela e nascem no Brasil”, disse Lopes, que ajudou a trazer as primeiras 16 pessoas, com quem havia criado laços afetivos, para Mato Grosso do Sul. Ao chegar em Campo Grande, em julho deste ano, o militar mandou mensagem em um grupo de WhatsApp pedindo doações para os recém-chegados e assim o apoio foi chegando de forma rápida e instantânea. Uns doaram móveis, outros alimentos, roupas e serviços em uma grande mobilização de alguns campo-grandenses. “Bastou jogar no grupo de pais do colégio militar [...] Foi muito rápido; muita gente ajudando”, contou. 

Crianças já estão estudando - Foto: Divulgação

Passados quatro meses morando em Campo Grande, os próprios venezuelanos já se mantêm com as contas e mantimentos da casa. Muitos deles já estão trabalhando e ganhando o próprio dinheiro; e as crianças estão matriculadas na escola. Apesar de estarem começando a caminhar em uma nova terra com seus próprios pés, as doações são sempre bem-vindas. Proteínas como carne, frango, ovos e leite, além de produtos de limpeza são itens que eles sempre estão precisando. Mais informações, tratar com o coronel Antônio Vamilton no número (67) 9 9279-2583. 

A crise socioeconômica e política que afeta a Venezuela há vários anos já trouxe milhares de venezuelanos para o Brasil em busca de melhores oportunidades. Somente em Mato Grosso do Sul, mais de mil pessoas foram interiorizadas desde 2017.

OPERAÇÃO ACOLHIDA

A Operação Acolhida é conjunta – composta por representantes da Marinha, Exército e Força Aérea – interagências – com representantes de diversos ministérios do governo federal – e de natureza humanitária – reunindo diferentes organizações não governamentais, agências civis, secretarias estaduais e municipais, Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, entre outros órgãos.

A Força-Tarefa Logística Humanitária tem a função de cooperar com os governos federal, estadual e municipal, realizando as medidas de assistência emergencial para acolhimento dos imigrantes que se enquadram nas normas legais. Desta forma, visa recepcionar, identificar, triar, imunizar, abrigar e interiorizar os cidadãos venezuelanos. 

CRISE VENEZUELANA 

A forte dependência da economia venezuelana por petróleo levou o país ao caos. Com os lucros desse comércio, o então presidente Hugo Chávez conseguiu melhorar as condições de vida da população, como apontou entidades como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Porém, algumas medidas econômicas se mostraram insustentáveis, com o excesso de gastos e a corrupção, a Venezuela mergulhou em uma forte crise. Para completar, Chávez morreu em 2013 e seu sucessor, o então vice-presidente Nicolás Maduro, deu continuidade às suas políticas.

 

Felpuda


Considerados “traíras” por terem abandonado o barco diante dos indícios da chegada da borrasca à antiga liderança, alguns pré-candidatos terão de se esforçar para escapar da, digamos assim, vingança, velha conhecida da dita figurinha. Dizem por aí que há promessas nesse sentido, para que os resultados dos “vira-casacas” nas urnas sejam pífios. Sabe aquela velha máxima: “Pisa. Mas, quando eu levantar, corre!” Pois é...