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Com 75 anos de história e dedicação, Educandário Getúlio Vargas segue transformando vidas

16 MAI 19 - 08h:00INFORME PUBLICITÁRIO

Aos 14 anos, a adolescente Luiza Rithielly abre o maior sorriso para descrever o que é passar quase metade da vida ali, correndo pelo Educandário Getúlio Vargas. A menininha que chegou com 8 anos encarou tudo como novidade e até hoje enxerga assim a oportunidade que lhe foi dada. “Você chega aqui e não imagina que vai fazer tanta coisa assim sem pagar nada. Isso me preocupava, porque minha família não ia poder pagar, e aqui eu faço muita coisa diferente num só lugar”, conta.

Vestida com o quimono do karatê, ela havia acabado de sair de uma das aulas que participa na instituição. De cabeça, ela tenta enumerar tudo o que já aprendeu e fez ali: “Manicure, depilação, coral, informática, violão, teclado, violino, culinária e dança”.

Além de muitos amigos, Luiza sabe o que vai carregar dali. Depois de ter o primeiro contato com a dança, quer fazer disso uma profissão. “Eu ainda tenho muito a crescer, quero fazer faculdade de Educação Física e me especializar em dança”, projeta.

Luiza é uma das 280 – entre crianças e adolescentes – assistidos pelo Educandário atualmente e tem acesso à educação, cultura e alimentação. Em outubro, a instituição completará 76 anos de trabalho, história e dedicação que só são possíveis graças ao apoio de empresas privadas que têm os olhos voltados para a realização de sonhos.

Uma das iniciativas que apoiam o Educandário há anos é a construtora Engepar. “Participamos de vários projetos: Educandário; Empresa Amiga da AACC; Conselho da Comunidade; e Pestalozzi. A gente ajuda de maneira a auxiliar os trabalhos que entendemos ser sérios e merecedores de reconhecimento”, afirma o sócio-proprietário da Engepar, Carlos Clementino.

A Engepar trabalha há mais de vinte anos com serviços de engenharia e incorporação de obras de rodovias, linhas de transmissão de energia, indústrias e todo tipo de infraestrutura. A empresa, entre tantas, é a responsável por duas das
mais emblemáticas obras em Campo Grande nos últimos tempos: a revitalização da Rua 14 de Julho e o recapeamento da Avenida Bandeirantes.

História

Fundado em 1943, juntamente de outras 22 unidades por todo o País, o Educandário Getúlio Vargas é o abrigo de crianças e adolescentes de 1 ano e 4 meses até os 16 anos. São eles que dão vida às salas e aos corredores com conversas, risos e brincadeiras.

O objetivo inicial do centro era o de acolher e abrigar filhos de pais diagnosticados com hanseníase que moravam dentro ou fora do Hospital São Julião. Dos anos 1940 até a mudança de legislação, na década de 1980, o Educandário funcionou como orfanato e, atualmente, oferece Educação Infantil e atividades educativas e culturais para os demais alunos no contraturno da escola.

Em uma das salas da secretaria, quem nos recebe com muita gentileza, entre enfeites e preparativos para a festa junina do Educandário, é a senhora Nelly Maksoud Rahe, que ocupa a presidência desde 1973.

“Esta é a nossa festa junina, que vai ser dia 15 de junho. É uma das nossas promoções. Temos também a festa das mesas, em que fazemos pizza”, enumera dona Nelly. Estas são as atividades que, somadas aos convênios com a prefeitura e o auxílio do governo do Estado, sustentam o Educandário junto das iniciativas privadas. E ainda o Educandário conta com o apoio de empresas como a Cantina Romana – uma das mais importantes e tradicionais casas de Campo Grande, com décadas de serviços de excelência, que contribui com alimentos, como massas e pizzas.

Dona Nelly tem muitas histórias para contar de crianças que cuidou quando a instituição ainda funcionava como abrigo e, hoje, adultos, fazem parte do quadro de funcionários, contribuindo para a educação de tantos meninos e meninas. “Este
sempre foi o foco: promover as crianças e protegê-las enquanto os pais trabalham”, enfatiza.

Todo o trabalho está voltado a oferecer ensino com professoras próprias dentro do Educandário, durante toda a Educação Infantil, e também a parte cultural para os alunos que já frequentam o Ensino Fundamental e Médio, mas também recebem atenção, carinho e aulas durante quatro horas diárias. “Temos informática, psicóloga, fonoaudióloga, cursos semiprofissionalizantes para os mais velhos e todos aqueles que ficam em período integral, tomam café da manhã, almoçam e comem o lanche aqui”, relata Nelly sobre a rotina.

A área do Educandário abriga uma marcenaria voltada para o próprio instituto e uma padaria de onde saem pães quentinhos e biscoitos todo fim de tarde, além de sala de bordado, sala e música com aulas de violão, violino e violoncelo, uma biblioteca e sala de karatê.

Para entrarem no Educandário, as crianças e as famílias passam por uma triagem. Alguns dos critérios são: a mãe estar trabalhando com holerite e a família apresentar baixa renda. Para ajudar crianças e adolescentes a terem contato com música, esporte e cursos, conheça o Educandário, que fica na Avenida Coronel Antonino, 1.200, no Bairro Coronel Antonino. O telefone para contato é: (67) 3351-1053.

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