Cidades

tempo instável

Chuva continua até quarta
em todo o MS, prevê Inmet

Sol pela manhã pode enganar e chuva deve cair à tarde

CASSIA MODENA

20/01/2018 - 17h46
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Deve continuar chovendo em Mato Grosso do Sul até quarta-feira (24), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As manhãs devem ser ensolaradas, mas as tardes e noites passam a ser chuvosas em todas as regiões do Estado.

Mesmo com sol predominante e temperaturas elevadas no início do dia, o guarda-chuva não será dispensável. De acordo com o Inmet, a nebulosidade aumentará no começo da tarde para anunciar a possibilidade de pancadas isoladas entre domingo (21) e quarta-feira (24).

Conforme o Inmet, até este sábado (20) não havia alerta para municípios de Mato Grosso do Sul por conta de temporais.

O volume de chuva, dependendo da região, pode ser preocupante. Algumas prefeituras aguardam uma trégua para iniciarem obras de reconstrução em áreas danificadas. Até esta sexta-feira, 18 municípios tinham decretado situação de emergência depois que foram registrados danos em estradas e em áresa urbanas. O governo do Estado já homologou situação de emergência estadual em oito cidades.

"Zona de Convergência Intertropical no Atlântico com atividade moderada atuando e instabilidades tropicais sobre o sul do Mato Grosso do Sul", explicou a meteorologista Maria das Dores de Azevedo, do Inmet, ressaltando que cidades da região sul podem ser mais afetados pelas condições climáticas dos próximos dias.

DOMINGO

Neste domingo (21), municípios que ficam nas regiões oeste, sul e noroeste – entre eles Dourados, Ponta Porã, Maracaju e Jardim – têm mais probabilidade de receber chuva e trovoadas isoladas.

As temperaturas máximas podem chegar a 37º C em Campo Grande e demais municípios do centro-norte do Estado. A mínima prevista é de 20º C. Nas demais localidades, as máximas não passam de 34º C e a mínima pode ser de 24º C, conforme boletim diário do Inmet. 

*Colaborou Rodolfo César.

Epidemia

Chikungunya: prefeitura de recolhe 20 toneladas de lixo em aldeias de Dourados

Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano

22/04/2026 14h15

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Dourados intensificou o combate à chikungunya com um mutirão de limpeza na Reserva Indígena que, nos últimos três dias, já retirou cerca de 20 toneladas de resíduos nas aldeias Bororó e Jaguapiru. A ação começou na segunda-feira (20) e tem como principal objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e da zika.

Nesta quarta-feira (22), as equipes iniciaram os trabalhos nas primeiras horas do dia na Aldeia Bororó e atuam simultaneamente na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com o uso de caminhões, maquinários e pás carregadeiras, o mutirão realiza limpeza porta a porta e em áreas consideradas críticas, como as margens do anel viário, garantindo a destinação adequada dos resíduos.

De acordo com o secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes, a mobilização segue diretriz da administração municipal de atacar a origem do problema. As equipes estão reforçadas e orientam moradores a descartarem objetos que possam acumular água. A eliminação desses focos, segundo ele, é essencial para reduzir o avanço da doença.

A força-tarefa reúne equipes da Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). O trabalho integra as estratégias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar as ações de enfrentamento à epidemia no município.

Desde 9 de março, mais de 1,1 mil toneladas de resíduos já foram recolhidos em diferentes regiões da cidade. A expectativa é manter o ritmo nos próximos dias, com ações concentradas nas áreas mais críticas.

Epidemia

Dourados registra 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, e 2.755 ainda em investigação. O município contabiliza oito mortes por chikungunya, sendo sete na Reserva Indígena.

Atualmente, 41 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade chega a 60,2%, indicador de que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado.

Em nível estadual, Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano.

A prefeitura reforça o alerta para que a população colabore, mantendo quintais limpos e livres de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito, medida considerada decisiva para conter a epidemia.

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Astronomia

Chuva de meteoros poderá ser vista em todo o Brasil nesta madrugada

Em Mato Grosso do Sul, os meteoros poderão ser observados a partir da meia-noite, saindo da Constelação Lira.

22/04/2026 14h00

Chuva de meteoros poderá ser vista em todo o Brasil nesta madrugada

Chuva de meteoros poderá ser vista em todo o Brasil nesta madrugada Divulgação

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A chuva de meteoroso conhecida como Líridas atingirá o seu pico máximo na madrugada de hoje (22) para amanhã (23) e poderá ser vista em todo o Brasil. O fenômeno acontece todos os anos quando a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Thatcher. 

Ao entrarem na atmosfera terrestre, os detritos cruzam o céu em alta velocidade, fazendo com que os fragmentos de poeira e rocha se incendeiem pelo atrito com o oxigênio. É isso que causa os rastros luminosos que chamamos de "estrelas cadentes". 

A maior visibilidade será por volta das 2h da manhã. Em Mato Grosso do Sul, será possível observar o fenômeno a partir da meia noite. Isso porque, de acordo com o astrônomo do Observatório Nacional, Dr. Marcelo De Cicco, é nesse período onde a lua estará menos brilhantes, favorecendo uma maior escuridão no céu. 

o pico ocorre dois dias antes da fase de Quarto Crescente, o que faz com que a Lua se ponha ainda no início da noite. Assim, a madrugada permanece escura, criando um cenário ideal para observação”, afirmou o astrônomo. 

A Lua está na fase crescente, com iluminação entre 27% e 35%. Assim, sua interferência será mínima. Isso faz com que até os meteoros mais fracos fiquem visíveis. 

Para assistir às Líridas, a recomendação é que o observador vá até um local com pouca iluminação ou interferência de luz e olhar para o Norte, em direção à estrela Vega e á Constelação de Lira. 

O Hemisfério Norte será o ponto com maior visualização do fenômeno, mas no Hemisfério Sul, especialmente em todo o Brasil, será possível acompanhar os meteoros. 

Chuva de meteoros mais antiga

O aparecimento de Líridas é uma das chuvas de meteoros mais antigas, com registros chineses que datam de 687 a.C (antes de Cristo). 

O cometa Tatcher (C/1861 G1) leva cerca de 415 anos para completar uma volta ao redor do Sol, e a última vez que se aproximou da Terra foi no século XIX. Durante sua passagem, ele deixa um rastro extenso de meteoroides, que são rastros de sujeira e poeira. 

Uma chuva de meteoros acontece quando diversos meteoros cruzam o céu, saindo de um ponto em comum, chamado Radiante. No caso das Líridas, o radiante vem da constelação de Lira. 

No Hemisfério Sul, é possível encontrar o radiante logo abaixo no horizonte norte, após a meia noite. A taxa das Líridas é de uma média de 18 meteoros por hora, sendo considerada uma chuva modesta. 

Mesmo assim, são conhecidas por surpresas ocasionais, podendo acontecer aumentos repentinos nas quantidades de meteoros. Em 1982, foi observada uma taxa de 90 meteoros por hora. A velocidade de 49 km/s dos meteoros gera flashes rápidos, nítidos e podem aparecer bolas de fogo. 

Onde observar a chuva de meteoros em MS

Mato Grosso do Sul é um ambiente favorável para assistir a eventos celestes noturnos, devido a pouca interferência e poluição luminosa durante a noite. 

O que faz a diferença na observação é estar em um ambiente externo escuro, com o céu limpo. Assim, os melhores locais no Estado são em serras e áreas afastadas das cidades. 

Nas áreas pantaneiras, como em Corumbá e Aquidauana, o céu "gigante" é uma tela para a aparição dos meteoros. 

Em regiões de Serras e altitudes mais elevadas, como em Rochedo, a Serra de Maracaju e, até mesmo, nas regiões de Camisão, a frequência do céu limpo e as umidades menores que o Pantanal também são fatores que contribuem para uma observação mais nítida e certeira. 

Ao chegar ao local de observação, se ajeite de forma confortável e espere 15 minutos para que os seus olhos se acostumem à escuridão. As Líridas podem ser vistas a olho nu, mas, para melhorar a experiência, é indicado o uso de telescópios. 

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