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Campo Grande - MS, terça, 25 de setembro de 2018

JUSTIÇA

Centro de conciliação completa
um ano com 3.140 atendimentos

Local recebe processos de quatro das sete varas de trabalho na Capital

12 MAR 2018Por ALINE OLIVEIRA19h:20

Patrões e empregados que procuram conciliação judicial tem opção de procurar o Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas, localizado na Capital do Estado. Nesta terça-feira (13), o local completa um ano de atividade e já recebeu 3.140 processos trabalhistas, que somaram R$ 3.343.335,52 em acordos.

A unidade funciona no Fórum Trabalhista da Capital e recebe os novos processos envolvendo reclamações entre patrões e empregados de quatro das sete Varas do Trabalho de Campo Grande. Do total de ações recebidas pelo Centro de Conciliação, 20% foram solucionadas pelo CEJUSC e o restante foi encaminhado para as varas para julgamento.

O coordenador do CEJUSC de Campo Grande, juiz do Trabalho Boris Luiz Cardozo de Souza, garante que o Centro de Conciliação contribuiu para desafogar a pauta e os serviços das Varas do Trabalho, além de diminuir o prazo de realização das audiências. 

“Nós realizamos as audiências inicias das varas abrindo pauta para que elas realizem as audiências de instrução em um tempo menor. Dessa forma, o processo pode estar apto para julgamento em 5 ou 6 meses após a distribuição”, reduzindo pela metade o tempo de tramitação até a audiência de instrução.

Para a advogada Agnesperla Zanettin, o balanço do primeiro ano de funcionamento do Centro de Conciliação de Campo Grande é positivo. “De todas as audiências que eu participei no CEJUSC 90% deram acordo. A celeridade está muito boa, porque as audiências estavam se prolongando demais e agora não. Você vem, já faz o acordo e o cliente sai satisfeito”.

OPINIÃO DA POPULAÇÃO

Foi o que aconteceu com Rogério Ramos, que sofreu um acidente de trabalho em uma transportadora e cinco meses após dar entrada na ação conseguiu fechar um acordo no CEJUSC. “A médio e curto prazo o resultado foi bom, porque se deixasse rolar, de repente, ficaria um ou dois anos parado na Justiça e ao meu ver foi ótimo porque esse dinheiro vai me ajudar bastante”, afirma o trabalhador.

Quem também saiu satisfeita foi a costureira Maria Auxiliadora Duarte que entrou com um processo pedindo o pagamento do aviso prévio e uma indenização por danos morais. A conciliadora conseguiu que o empregador e a funcionária chegassem a um acordo, resolvendo a reclamação trabalhista rapidamente. 

“Nós fizemos uma proposta de R$ 2.500,00 divididos em cinco parcelas. É bom para a reclamada que não fica com uma ação tramitando na Justiça e para a reclamante que vai receber. Todos saem felizes com a sensação de dever cumprido”, avalia o advogado da empresa, Filipe Rosa da Cruz.  

 

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