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TRÊS LAGOAS

Cassiano Maia será secretário interino que vai substituir vereadora presa

A suspeita é de que a vereadora licenciada chefiava organização criminosa

7 MAR 19 - 10h:15IZABELA JORNADA E GLAUCEA VACARRI

A Prefeitura de Três Lagoas enviou nota oficial informando que Cassiano Maia ficará no lugar da secretária de Esportes, Juventude e Lazer que foi presa preventivamente por suspeita de tráfico de drogas na tarde da última quarta-feira (6). 

A Administração Municipal comunicou também que a análise do caso está sendo conduzida junto à Assessoria Jurídica do Município, “ressaltando a confiança no cumprimento da justiça e a mais breve resolução da investigação”, diz parte da nota.

O CASO

A vereadora licenciada para atuar como secretária municipal de Esportes e Juventude de Três Lagoas,  Marisa Rocha (PSD) foi presa na tarde de ontem por suspeita de chefiar organização criminosa voltada para o tráfico de drogas. Mandado de prisão preventiva foi cumprido pelo Grupo de Atuação Especial do Crime Organizado (Gaeco).

Segundo o Ministério Público Estadual (MPMS), a prisão é decorrente de denúncia, a partir das investigações realizadas na Operação Themis, deflagrada no dia 19 de janeiro e que se encontra em fase de conclusão. 

A secretária, que está licenciada do cargo de vereadora, foi denunciada por chefiar quadrilha do tráfico e a representação pela prisão preventiva foi deferida pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Três Lagoas. 

Em 2013, policiais militares apreenderam cerca de 200 quilos de maconha que estavam escondidos em um rancho de propriedade da secretária. De acordo com o site Perfil News, duas pessoas foram presas e encaminhadas à delegacia para prestar esclarecimentos. Durante a operação realizada neste ano, o nome da vereadores licenciada voltou a aparecer em denúncias, que resultaram na prisão.

OPERAÇÃO THEMIS

No dia 14 de janeiro, três mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão foram cumpridos em Três Lagoas, Ponta Porã e Campo Grande.

Conforme o Ministério Público Estadual (MPMS), as investigações tiveram início a partir de pedido de apoio da Promotoria de Justiça de Três Lagoas e tinha como objetivo aprofundar os esclarecimentos acerca do cometimento do crime de coação do curso do processo, envolvendo atuação funcional de integrante do Ministério Público em processos judiciais. Durante as diligências se constatou o envolvimento dos envolvidos não só com o crime originário, como também com o tráfico de drogas.

A operação contou com o apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, Corregedoria da PM e Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

O nome da operação refere-se à Deusa da Justiça e foi adotado em analogia ao respeito que se deve dar a todas as decisões judiciais, ainda que não se concorde com elas. 

*Colaborou Yarima Mecchi

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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