Campo Grande - MS, quinta, 16 de agosto de 2018

crime em fevereiro

Testemunhas falam no Fórum sobre
morte de jovem em lava a jato

Wesner da Silva foi agredido com mangueira de ar no ânus

4 SET 2017Por RODOLFO CÉSAR15h:42

A primeira audiência sobre a morte do jovem Wesner Moreira da Silva, que tinha 17 anos, será nesta terça-feira (5), às 14h30, no Fórum da Capital. Ele foi agredido em 3 de fevereiro em um lava a jato que ficava na Vila Morumbi, em Campo Grande, e morreu por complicações dessa violência.

Os acusados, que trabalhavam com ele, introduziram uma mangueira de ar comprimido no ânus da vítima. Um dos investigados era proprietário do lava a jato, enquanto o outro trabalhava no local, tal como Wesner.

O jovem chegou a ficar internado na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu e morreu no dia 14 de fevereiro.

O processo de homicídio doloso (com intenção) tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Nessa primeira audiência, o Ministério Público Estadual arrolou testemunhas para serem ouvidas. O processo corre em segredo de justiça.

Os acusados, T.G.D.S e W.E.L, introduziram mangueira na extremidade do reto intestinal, o que causou graves lesões em Wesner. Depois de ser internado, o adolescente chegou a apresentar melhora, mas houve novas complicações que o levaram à morte.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) divulgou que em 2 de outubro, às 14 horas, nova audiência está marcada para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa e os réus serão interrogados.

GEROU PROTESTOS

Os réus não estão presos e a família de Wesner fez vários protestos pedindo a prisão deles. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão, mas o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, não acatou. Foi alegado que a polícia não tinha apresentado elementos que justificassem a prisão.

A promotora que está a frente do caso é Lívia Bariani, da 18ª Promotoria de Justiça. Na época da investigação policial, em março, a morte chegou a ser tipificada como lesão corporal seguida de morte. O processo foi distribuído na 7ª Vara Criminal de Campo Grande, mas depois houve entendimento que se tratava de homicídio, que tem pena mais rígida.

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