Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Campo Grande - MS, quinta, 15 de novembro de 2018

crime em fevereiro

Testemunhas falam no Fórum sobre
morte de jovem em lava a jato

Wesner da Silva foi agredido com mangueira de ar no ânus

4 SET 2017Por RODOLFO CÉSAR15h:42

A primeira audiência sobre a morte do jovem Wesner Moreira da Silva, que tinha 17 anos, será nesta terça-feira (5), às 14h30, no Fórum da Capital. Ele foi agredido em 3 de fevereiro em um lava a jato que ficava na Vila Morumbi, em Campo Grande, e morreu por complicações dessa violência.

Os acusados, que trabalhavam com ele, introduziram uma mangueira de ar comprimido no ânus da vítima. Um dos investigados era proprietário do lava a jato, enquanto o outro trabalhava no local, tal como Wesner.

O jovem chegou a ficar internado na Santa Casa de Campo Grande, mas não resistiu e morreu no dia 14 de fevereiro.

O processo de homicídio doloso (com intenção) tramita na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital. Nessa primeira audiência, o Ministério Público Estadual arrolou testemunhas para serem ouvidas. O processo corre em segredo de justiça.

Os acusados, T.G.D.S e W.E.L, introduziram mangueira na extremidade do reto intestinal, o que causou graves lesões em Wesner. Depois de ser internado, o adolescente chegou a apresentar melhora, mas houve novas complicações que o levaram à morte.

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) divulgou que em 2 de outubro, às 14 horas, nova audiência está marcada para que sejam ouvidas as testemunhas de defesa e os réus serão interrogados.

GEROU PROTESTOS

Os réus não estão presos e a família de Wesner fez vários protestos pedindo a prisão deles. A Polícia Civil chegou a pedir a prisão, mas o juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Carlos Alberto Garcete, não acatou. Foi alegado que a polícia não tinha apresentado elementos que justificassem a prisão.

A promotora que está a frente do caso é Lívia Bariani, da 18ª Promotoria de Justiça. Na época da investigação policial, em março, a morte chegou a ser tipificada como lesão corporal seguida de morte. O processo foi distribuído na 7ª Vara Criminal de Campo Grande, mas depois houve entendimento que se tratava de homicídio, que tem pena mais rígida.

Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também