Campo Grande - MS, terça, 14 de agosto de 2018

REVIRAVOLTA

Técnico de informática agora diz ter matado violonista sozinho

Delegada não descarta essa possibilidade; as investigações sobre o caso continuam

5 AGO 2017Por Eduardo Miranda17h:55

A delegada Gabriela Stainle, que apura as circunstâncias em que a violonista Mayara Amaral, 27 anos, foi morta, não descarta a hipótese de que o técnico em informática Luís Alberto Bastos Barbosa, 29, tenha matado a vítima sozinho, dentro do Motel Gruta do Amor, na saída para Rochedo, em Campo Grande.

“Não há nenhum indício de que uma terceira pessoa tenha estado na cena do crime”, disse em entrevista à Revista Veja. 

A medida que os laudos forem concluídos, os policiais civis terão mais elementos para indiciar Luís, e os outros dois presos pela morte violenta, Ronaldo da Silva Olmedo, o Cachorrão, e Anderson Sanches.

O auto de prisão em flagrante, baseado na primeira versão de Luís e de elementos apurados pelos investigadores, indicou tratar-se de um latrocínio, crime em que a morte da vítima é apenas um dos meios para consumar o roubo. 

As provas científicas, aliadas a uma mudança na versão de Luís Bastos Barbosa, podem levar a delegada a enquadrá-lo como autor de feminicídio (homicídio contra a mulher, por condições de gênero). Este tipo penal, contudo, tem pena mais branda que o latrocínio, e é julgado por júri popular, e não por juiz singular, como o primeiro. 

Em entrevista à mesma revista semanal, concedida dentro do presídio de trânsito, Luís afirmou “ter sido movido pelo ódio”, e a matou sozinho, no quarto do motel. 

DISTINÇÃO

As investigações continuam. Luís foi submetido a depoimento na Polícia Civil na última quarta-feira, dia 2, e no dia 3, foi entrevistado pela Revista Veja. Para a delegada, ficou em silêncio durante a oitiva. Para o repórter da revista semanal, deu sua nova versão. 

 

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