Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

Agetran

Taxistas podem ter fraudado
INSS para obter licença

Ministério Público investiga esquema de falsificação de documentos

13 JUL 2017Por DA REDAÇÃO06h:30

Pelo menos 250 taxistas de Campo Grande trabalham de maneira irregular por terem fraudado documento federal da Previdência Social.

É o que afirma denúncia feita por ex-taxista e investigada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Inquérito aberto na semana passada verifica “suposta falsificação de documentos para o fim de renovação da autorização para a condução de táxis”.

A investigação, como comentou o promotor à frente do caso, Adriano Lobo Viana de Resende, da 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, ainda está incipiente e carece de mais detalhamentos. Por enquanto, baseia-se somente na denúncia do taxista cassado José Carlos Áquila, que é presidente da Associação dos Taxistas Auxiliares de Campo Grande (Assotaxi). 

Pelo relato, existe “máfia de falsificações” dentro da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), que tolera e ainda auxilia na fraude da Declaração de Regularidade da Situação do Contribuinte Individual (DRSCI).

Tal declaração precisa ser emitida todos os anos para que os motoristas continuem exercendo a profissão. Pelo menos oito parcelas ao ano precisam ser pagas para que a Previdência libere o documento.

*Leia reportagem, de Lucia Morel, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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