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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

COAÇÃO

Servidores pedem ajuda à OAB sobre protestos por reajuste

A classe considera que houve violação à liberdade de expressão

19 JUL 2017Por Izabela Jornada17h:03

Servidores da segurança pública do Estado pediram ajuda ao presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), Mansour Karmouche, para que o órgão analise se houve suposta violação à liberdade de expressão praticada contra a classe.

“Me sinto perseguido pelo Governo, só representei a classe e requeremos o que foi acordado”, disse o coronel Alírio Vilassanti, que está sendo investigado pela corregedoria da Polícia Militar por suposta transgressão disciplinar por ter participado de protestos requerendo reajuste salarial.

Em resposta, a OAB já encaminhou ofício à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP).

“Aguardaremos o retorno para decidir se vamos dialogar antes que sejam necessários processos judiciais ou administrativos, mas vamos acompanhar isto de perto”, afirmou o presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) Christopher Scapinelli.

Scapinelli declarou que a OAB também já recebeu representantes do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária (SINSAP) e da Associação dos Praças da Polícia e Bombeiro Militar (ASPRA) e agora assessores jurídicos e representantes da Associação dos Oficiais Militares Estaduais de Mato Grosso do Sul (AOFMS) e da Associação Beneficente dos Subtenentes, Sargentos e Oficiais Oriundos do Quadro de Sargentos Policiais e Bombeiros Militares de Mato Grosso do Sul (ABSSMS) para discutir a instauração de diversos processos que já tem seus prazos correndo.

“Estão solicitando um apoio mais intenso da OAB/MS para que atuemos junto ao time de defesa nestes processos”, disse o presidente da comissão. 

SINDICÂNCIA INSTAURADA

O coronel da Polícia Militar, Alírio Vilassanti, está sendo investigado pela corregedoria da PM e se houver caracterização de transgressão disciplinar, ele poderá ser punido.

“Além do mais, eles podem entender que houve crime militar também e se isso acontecer, inquérito penal será aberto e o caso vai para a Justiça Militar”, explicou Vilassanti, que também participou da reunião com integrantes da OAB. 

De acordo com ele, a sindicância foi instaurada pelo corregedor, coronel José Gomes Braga, a pedido do comandante geral da PM, Waldir Ribeiro A. Costa, e o motivo da instauração é que Vilassanti participou de movimentos que protestavam contra a falta de reajuste salarial dos servidores públicos do Estado que, segundo ele, fora acordado em maio pelo governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB). 

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