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Campo Grande - MS, domingo, 16 de dezembro de 2018

SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

Sem pontes, população do interior tem que andar 200 km para chegar na estrada

Crianças não vão para escola porque ônibus não conseguem chegar

9 NOV 2018Por GABRIELA COUTO11h:36

Os municípios do sul do Estado que estão em situação de emergência, Amambai, Coronel Sapucaia, Iguatemi e Tacuru, estão aguardando recursos para reconstrução de  pontes e estradas destruídas pela forte chuva do mês passado.

Em Amambai o coordenador da Defesa Civil Wilson Vicente Ferreira conta que sete pontes foram comprometidas. “Quatro foram danificadas e três totalmente destruídas. Isso aumentou muito o trajeto dos moradores da zona rural para sair do local. Tem locais que é preciso dar uma volta de até 200 quilômetros para poder sair na estrada”, contou ele.

Ao todo são 1,7 mil quilômetros de estradas de chão que são utilizadas para ligar a cidade ao campo. “Parou o transporte escolar e tem local que o ônibus não está conseguindo chegar para pegar as crianças. Por enquanto só conseguimos fazer o trabalho emergencial”, pontuou.

Já em Coronel Sapucaia, os estragos das estradas vicinais, cabeceiras e pontes se acumulam desde o ano passado. Segundo o secretário de infraestrutura da cidade, Aldacir da Silva Cardinal, as três pontes que quebraram com as chuvas de 2017 ainda não foram arrumadas.

“Estivemos com o prefeito em Brasília semana passada tentando resolver esse dilema. Foi aprovado projeto, só que o governo federal não liberou o dinheiro para fazer. A situação é cada vez pior, porque no mês passado foram duas pontes condenadas. Agora são cinco que estão interditadas”, acrescentou.

O secretário afirma que desde 2015 as chuvas na região estão provocando prejuízos anuais. “Esse ano foi o que tivemos os maiores estragos. Foram 15 dias de chuva, com acumulado de 600 milímetros”, ressaltou.
Cardinal explica que o solo é muito arenoso e o município não tem recursos para cascalhar e fazer estrada adequada.

As pontes ficam em duas estradas municipais que ligam a área rural, afetando aproximadamente 1,5 mil moradores do local. Já a terceira ponte fica na MS-165, que liga Coronel Sapucaia a Paranhos. O trajeto de apenas 90 quilômetros aumento apara aproximadamente 200 quilômetros, sendo necessário desviar por Amambai e Tacuru.

“Estamos ilhados. Entra ano e sai ano a gente pede a manutenção da estrada e nada foi feito. Avisamos inúmeras vezes da situação precária da rodovia. Outro jeito de chegar em Paranhos é pela estrada que entra no Paraguai, mas é perigoso e ninguém se arrisca e mesmo assim aumenta em 30 quilômetros o trajeto”, disse Cardinal.

Cardinal explica que o solo é muito arenoso e o município não  tem recursos para cascalhar e fazer estrada adequada. Desde o mês passado as estradas que ligam o município também foram prejudicadas com erosão.

“Só existe duas estradas, uma está bloqueada e a outra só está passando carro de passeio”, explicou. O trecho da estrada estadual que liga Coronel Sapucaia a Paranhos está bloqueado e por isso cerca de 50 alunos não estão indo para aula, porque o ônibus não chega até as fazendas.

A estrada municipal da região do Cerro Peron, que liga Fazenda Ivaé a Fazenda Mangueira Preta também está com erosão. “Fizemos um desvio no local. Ainda estamos aguardando a Agesul que ficou de mandar caminhões há 15 dias e ainda não chegou. Se não tiver recuperação urgente, vamos ter problema lá na frente para escoamento da safra”.

 

 
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