Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

Na Capital

Sem credenciamento de hospital, oncologia infantil fica restrita e MPE investiga

Santa Casa e Hospital de Câncer Alfredo Abrão são alvo de inquérito civil

14 AGO 2015Por ALINY MARY DIAS09h:20

O atendimento a crianças que lutam contra o câncer foi restrito nas últimas semas em Campo Grande e a situação motivou abertura de investigação por parte do Ministério Público Estadual (MPE). Os alvos da investigação são o Hospital de Câncer Alfredo Abrão e a Santa Casa de Campo Grande.

Desde o fim do ano passado, a Santa Casa não atende pacientes da área oncológica. Na época, os pacientes foram transferidos para outras unidades de saúde como o Hospital de Câncer e o Hospital Regional Maria Aparecida Pedrossian, todos na Capital.

Diante disso, o atendimento infantil ficou restrito a duas unidades de saúde, até o fim do mês passado, quando o Hospital de Câncer também teve de deixar de atender novos pacientes infantis.

O presidente do hospital, Carlos Coimbra, afirma que a situação foi motivada por impedimento de credenciamento junto ao Ministério da Saúde.

“Nós nunca fomos credenciados para fazer oncologia pediátrica, mas oferecíamos o serviço. No final de julho, o Ministério da Saúde não aprovou o credenciamento e diante disso só atendemos as 35 crianças que já eram pacientes, não atendemos novas crianças”, explica Coimbra.

O impedimento do credenciamento ocorreu em razão de duas exigências principais: Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Pronto Socorro pediátrico. O Hospital de Câncer não possui as unidades e, por isso, está impedido de atender novos pacientes.

Em Campo Grande, apenas o Centro de Tratamento de Oncologia Infantil (Cetoi) do Hospital Regional está habilitado para atender as crianças com câncer.

A situação continuará assim até que o novo prédio do Hospital de Câncer, que deve ser inaugurado até o fim deste ano, comece a operar. Na unidade, haverá pronto-socorro e UTI infantil.

INVESTIGAÇÃO

A apuração do MPE é comandada pela promotora Daniela Cristina Guiotti, da 32ª Promotoria de Justiça de Saúde Pública. Tanto os hospitais quanto a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) devem ser notificados da abertura de inquérito.

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