Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

carbonizado

Segundo suspeito de participar em assassinato de engenheiro vai à polícia

Crime aconteceu em 10 de julho e vítima era conhecida de possível autor

4 AGO 2017Por RODOLFO CÉSAR19h:21

O homem que ajudou Rui Gerson Brandini, 56 anos, o "Gaúcho", a colocar fogo no carro e no engenheiro agrônomo Sebastião Mauro Fenerich, 69 anos, apresentou-se na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH) hoje.

José Roberto da Luz Fabrício, 40 anos, foi apontado por Gaúcho como a pessoa que levou combustível para que fosse possível incendiar o HB20 da vítima. O crime aconteceu em 10 de julho. 

O delegado da DEH, Márcio Shiro Obara, colheu o depoimento de José Roberto e o liberou. Não foi dado detalhes do que o suspeito disse à polícia.

Gaúcho apresentou-se na quarta-feira (2), mas não quis falar com a imprensa. Ele confirmou que matou o engenheiro agrônomo e revelou que tinha laço de amizade com a vítima.

A versão apresentada pelo suspeito é que ambos tiveram uma briga durante uma cobrança que fizeram. Um homem estava devendo dinheiro para Sebastião Mauro Fenerich e ambos foram na casa deste devedor exigir o dinheiro. Quem atendeu os dois foi a esposa do devedor. Houve discussão e a vítima teria ameaçado a mulher.

Sebastião Mauro Fenerich. Foto: Reprodução

O suspeito do assassinato relatou que discutiu com o "amigo" por conta dessas ameaças e houve briga. Gaúcho deu um soco no engenheiro, que caiu, bateu a cabeça no chão e desmaiou. "A relação deles era de amizade. Ele teria pensado em socorrer, mas Mauro estava meio tonto e continuou ameaçando [Rui]”, disse o delegado Obara, ao detalhar o que ouviu de Gaúcho.

O inquérito ainda não foi finalizado porque falta descobrir o motivo da casa da vítima ter sido revirada.

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