Campo Grande - MS, quarta, 15 de agosto de 2018

responsabilidade fiscal

Reajuste dos médicos pode
levar município a violar LRF

Impacto do aumento pleiteado pelos médicos é de R$ 53 milhões

28 JUN 2017Por DA REDAÇÃO07h:00

O secretário de Finanças do município de Campo Grande, Pedro Pedrossian Neto, alegou ontem ser impossível atender ao pedido dos médicos, em greve desde segunda-feira, que querem reajuste de 27,5% no salário-base e também em todas as gratificações.

O pleito da categoria representaria impacto de R$ 53 milhões no orçamento anual da prefeitura e faria com que a administração de Marcos Trad ultrapassasse o limite máximo da Lei de Responsabilidade Fiscal. 

“Eu nem preciso dizer que o que eles querem é completamente impossível”, comentou o secretário. No momento, a folha de pagamento dos servidores municipais custa R$ 108 milhões por mês aos cofres públicos.

O reajuste para os médicos aumentaria este valor para mais de R$ 111 milhões mensais, justamente em uma época de crise, em que o município enfrenta dificuldades para elevar a arrecadação. 

Atualmente, o município compromete 51,51% de sua receita com o pagamento de pessoal, porcentual que está acima do limite prudencial dos 51,30%. O reajuste, conforme Pedrossian, faria com que o município ultrapassasse o limite máximo estabelecido pela lei, que é de 54%.

Para o integrante da administração municipal, ceder aos médicos neste momento também abriria precedente para outras categorias.

*Leia reportagem, de Eduardo Miranda, na edição de hoje do jornal Correio do Estado.

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