Cidades

MORAR LEGAL

Prorrogado o prazo para regularização
de dívidas de casas populares

Os descontos para pagamento à vista de dívida chegam a 70%

NATALIA YAHN

26/12/2018 - 11h30
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O programa Morar Legal para regularização de dívidas em contratos de imóveis pertencentes, incorporados ou administrados pela Agência de Habitação Popular de Mato Grosso do Sul (Agehab) foi prorrogado por mais um ano. A lei que amplia os prazos das políticas públicas de regularização, renegociação de dívidas e concessão de descontos das casas do programa e também do “Morar Legal-Regularização” foi publicada hoje (26) no Diário Oficial do Estado (DOE).

O projeto foi aprovado na Assembleia Legislativa no dia 12 de dezembro, porém, no ano passado a aprovação ocorreu no dia 22 de dezembro. Os descontos para pagamento à vista de dívida chegam a 70%.

A lei estabelece que aquele que ocupa há pelo menos um ano, ininterruptamente e sem oposição, imóvel e o utiliza para moradia própria ou de sua família, desde que não seja proprietário ou concessionário, a qualquer título, de outro imóvel urbano ou rural, poderá ampliar a renegociação de dívidas e concessão de descontos.

Os descontos variam de 50% para pagamento parcelado em até 240 meses, a 70% para pagamento à vista. Porém, o imóvel passará por uma avaliação, considerando o terreno e a metragem da construção original, de acordo com o valor de mercado e desconsiderando os acréscimos.

O beneficiário titular, dentro do prazo de 18 (dezoito) meses, a contar da publicação desta alteração legislativa, poderá requerer o pagamento à vista, correspondente ao valor total das parcelas inadimplidas do instrumento contratual celebrado à época com a Agehab.

Esse contrato deverá ser atualizado, desde a data do início da inadimplência e até a data do efetivo pagamento pela variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-E), com a incidência de juros de 1%  ao mês e de multa contratual de 2%.

TAMANHO DA DÍVIDA

Mutuários da Agência - que desde que foi inaugurada, em 1979, construiu 107.177 unidades habitacionais em todo o Estado - possuem dívidas que somam R$ 88 milhões em parcelas não pagas de 19.758 residências. Caso os débitos fossem quitados, o Estado poderia construir 977 casas de até R$ 90 mil cada, custo médio de uma unidade de acordo com dados da diretora-presidente da agência, Maria do Carmo Avesani Lopez. “Em média, um imóvel custa R$ 90 mil para construção. Se as pessoas pagassem as parcelas, o valor iria para o fundo de habitação, para construção de mais moradias, e beneficiaria quem ainda não tem a casa própria”.

Enquanto isso, 53.456 pessoas estão na fila para receber uma casa, de acordo com dados da Agehab. São 25.857 inscritos somente em Campo Grande, a cidade com maior demanda. Porém, outras quatro cidades – Anaurilândia, Angélica, Corguinho e Miranda – têm apenas uma família na fila. 

“Já chegamos a ter 95 mil inscritos, mas só está apto para seleção quem atualiza os dados, pelo menos, a cada dois anos. Para receber uma casa, é necessário preencher os critérios do perfil social”, disse Maria do Carmo.

Mesmo com o alto índice de inadimplência, a quantidade de devedores diminuiu, passando de 75% em 2015 para os atuais 67%. Apesar disso, a dívida passou de R$ 80 milhões em julho do ano passado para R$ 88 milhões até agora.

campo grande

Prefeitura destina R$ 4,6 milhões para revitalização de ciclovias

Reformas serão feitas nas avenidas Cônsul Assaf Trad, a revitalização abrange o trecho entre a avenida Mascarenhas de Moraes e rua Julio Baís

26/06/2026 14h00

Ciclistas trafegando pela Ciclovia da Fábio Zahran

Ciclistas trafegando pela Ciclovia da Fábio Zahran GERSON OLIVEIRA

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Ciclovias serão reformadas, em breve, em Campo Grande.

Prefeitura Municipal (PMCG) vai investir R$ 4.620.591,86 para revitalização de ciclovias localizadas nas avenidas Cônsul Assaf Trad, Zulmira Borba, Narsi Siufi e Nelly Martins Coelho.

Na Cônsul Assaf Trad, a revitalização abrange o trecho entre a avenida Mascarenhas de Moraes e rua Julio Baís.

Na Zulmira Borba, as ciclovias serão estendidas, desde a Cônsul Assaf Trad até à rua Major Geovane Francisco Nadalin.

Na Nelly Martins Coelho, a ciclovia será reestruturada e sinalizada entre a avenida Mato Grosso e a rua Rio Negro.

As intervenções no Parque do Sóter também contemplarão toda a extensão do circuito de lazer.

A reforma, sinalização e extensão de ciclovias chega em boa hora, pois algumas vias deixam a desejar e precisam de reparos em alguns pontos. Os principais problemas são falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento de asfalto, buracos e matagal.

MALHA CICLOVIÁRIA

Dados divulgados pela PMCG apontam que existem 129 quilômetros de ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas, em 79 bairros, espalhados pelas sete regiões de Campo Grande.

Em linha reta, a distância representa uma pedalada entre Campo Grande e o distrito de Camisão, ambas a 129 quilômetros uma da outra.

Ciclovia é uma pista exclusiva para bicicletas e outros ciclos, separada da rua. Já a ciclofaixa faz parte da pista de rolamento, mas é delimitada por sinalização específica.

A calçada compartilhada é um espaço que permite a circulação simultânea de pedestres, cadeirantes e ciclistas sobre a calçada ou canteiro central.

As ciclovias interligam diversos bairros e todas as regiões de Campo Grande entre si, além de cruzarem as avenidas mais importantes da Capital.

Veja quais são as ruas e avenidas que têm ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas:

  • Afonso Pena
  • Duque de Caxias
  • Lúdio Martins Coelho
  • Nasri Siufi
  • Fábio Zahran
  • Costa e Silva
  • Cônsul Assaf Trad
  • Avenida Noroeste - Orla Morena
  • Nelly Martins (Via Park)
  • Rua Petrópolis
  • Cafezais
  • José Barbosa Rodrigues
  • Dom Antônio Barbosa
  • Gury Marques
  • Avenida do Poeta (Parque dos Poderes)
  • Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo
  • BR 262 – indo para o Indubrasil
  • Amaro Castro Lima
  • Rádio Maia
  • Rua da Divisão
  • Rua Graça Aranha
  • Avenida Rita Vieira
  • Rua Vitor Meireles
  • Ernesto Geisel (em frente ao Shopping Norte Sul Plaza)
  • Wilson Paes de Barros
  • Avenida Mato Grosso

Ciclistas trafegando pela Ciclovia da Fábio Zahran

POLÍCIA

Condenado a 60 anos por matar duas pessoas em incêndio é preso em MS

Foragido da Justiça de São Paulo foi localizado em um sítio no distrito de Culturama e ainda responderá por novos crimes após reagir à abordagem policial e publicar ameaças de extermínio nas redes sociais

26/06/2026 13h30

Homem condenado por incêndio que matou duas pessoas em Santos (SP) foi preso pela Polícia Civil em um sítio de MS

Homem condenado por incêndio que matou duas pessoas em Santos (SP) foi preso pela Polícia Civil em um sítio de MS Divulgação

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Um homem de 46 anos, condenado definitivamente a 60 anos de prisão por incendiar uma residência e provocar a morte de duas pessoas em Santos (SP), foi preso nesta quinta-feira (25) pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, em um sítio localizado na 9ª Linha, no distrito de Culturama, em Fátima do Sul.

Além da condenação já existente, o suspeito também era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça no âmbito de uma investigação por violência doméstica. Durante a captura, ele ainda acabou preso em flagrante por uma série de crimes praticados contra os policiais civis que cumpriam a ordem judicial.

Segundo a Polícia Civil, ao receber voz de prisão, o homem desobedeceu às determinações da equipe e fugiu para um milharal ao lado da propriedade rural onde estava escondido. Durante a perseguição, ele teria ameaçado e desacatado os investigadores, resistido à prisão e tentado tomar a arma funcional de um dos policiais.

Diante da reação, foram registrados, em tese, os crimes de resistência, desobediência, desacato, ameaça contra agentes públicos, lesão corporal, difamação contra funcionário público em razão da função e falso alarme.

As investigações foram intensificadas depois que o investigado passou a publicar vídeos nas redes sociais com ameaças direcionadas a autoridades e policiais civis. Em uma das gravações, segundo a Polícia Civil, ele afirmava que “exterminaria toda a cidade de Fátima do Sul”, provocando preocupação entre moradores e mobilizando as forças de segurança.

O temor aumentou porque o homem exercia a profissão de motorista profissional e havia trabalhado recentemente no transporte de combustíveis inflamáveis. Nas próprias publicações, ele utilizava essa informação para dar credibilidade às ameaças.

No decorrer das diligências, entretanto, os investigadores constataram que a fotografia utilizada nas postagens era antiga e que ele já não mantinha vínculo com a empresa responsável pelo transporte de combustíveis desde o início deste ano.

Crime em Santos

A condenação de 60 anos de reclusão é resultado de um crime cometido em 2005, na cidade de Santos, litoral de São Paulo.

Conforme a Polícia Civil, o homem ateou fogo em uma residência onde estavam cinco pessoas, entre elas uma criança de apenas três anos. O incêndio provocou a morte de Sandra de Souza Cordeiro e Maurício Cordeiro dos Santos.

Registros da execução penal apontam que o condenado cumpriu pouco mais de 25 anos da pena, mas ainda restam mais de 34 anos de reclusão a serem executados.

Além do cumprimento do mandado de prisão decorrente da condenação, a Polícia Civil informou que representou pela conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva pelos novos crimes supostamente cometidos durante a abordagem.

De acordo com a corporação, o pedido considera a gravidade da conduta, a violência empregada contra os agentes públicos, a reiteração criminosa e a periculosidade demonstrada pelo investigado ao longo das investigações.

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