Campo Grande - MS, segunda, 20 de agosto de 2018

CAMPO GRANDE

Projeto oferece aulas de música para evitar que crianças tenham contato com drogas

Os instrumentos usados na ONG são doados por parceiros e voluntários

27 AGO 2017Por MARESSA MENDONÇA17h:12

Depois de ter sido curado de complicações renais, o pastor evangélico e músico Daniel Duarte Campos decidiu ensinar música para crianças e adolescentes. Segundo ele, uma forma de agradecer a bênção recebida.

Assim surgiu em Campo Grande, no ano de 2010, a ONG “Som e Vida”. Trata-se de um projeto de musicalização infantil localizado na Avenida Agripino Grieco no Núcleo Habitacional Universitárias, região sul de Capital.

Duarte conta que o "Som e Vida" começou nas dependências da igreja, mas conforme o número de inscritos aumentou acabou mudando de endereço. “A primeira turma teve 220 alunos, aproximadamente”.

Segundo ele, o principal objetivo é dar oportunidade para as crianças que não têm condições de arcar com os custos de uma aula de música. “E acabar envolvendo eles em alguma coisa para que eles não possam ficar na rua, não tenham contato com  as drogas”.

Os instrumentos usados na ONG são doados e, enquanto estão inscritos, os alunos podem levar para casa. "Além de fazer aula no projeto, eles precisam treinar em casa então acabam envolvidos o tempo todo", pontua.

ALÉM DA MÚSICA

E não é apenas com instrumentos musicais que esses garotos e garotas se envolvem. O projeto também oferece aulas de balé, palestras e conta com uma biblioteca para os inscritos. Até uma orquestra já foi formada por crianças e adolescentes que passaram pelo “Som e Vida”.

Hoje o projeto atende 130 alunos, com idades entre de 5 e 20 anos. As aulas são realizadas  de segunda a quinta. Aos sábados, tem ensaio para os integrantes da orquestra.

Para participarem da ONG, os interessados precisam ser bons alunos e não podem faltar aulas sem justificativa.

BENEFICIADO

Matheus de Oliveira Costa, de 12 anos, é um dos beneficiados do projeto. Ele entrou na ONG no ano passado para aprender bateria, e conforme a mãe dele, Daiane da Costa Santos, 27 anos, teve mudança até de comportamento.  As notas na escola, antes baixas, subiram e o jeito hiperativo foi ficando para trás.

“Foi uma  transformação, uma mudança. Quem via ele antes, vê hoje e não fala que é o mesmo Matheus. Foi uma mudança através do projeto”, declara Daiane.

SERVIÇO - Quem quiser saber mais sobre o “Som e Vida” pode entrar em contato pelo número (67) 99169-7489.

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