Nem todos os professores da rede pública de ensino aderiram a greve e algumas escolas da Capital seguem tendo aula normal. A justificativa dos professores que ‘furaram’ a greve, que teve início na última quinta-feira, é o temor pelo emprego - muitos são temporários - e também o planejamento para o fim de ano, pois não querem concluir em 2015 o ano letivo deste ano. Ontem, das 94 escolas municipais, 43 estavam tendo aula normalmente.
A escola municipal Italívio Pereira Martins, no Jardim das Macaúbas, ficou sem aula nos dois primeiros dias da greve, mas voltou as aulas após uma votação feita entre os professores para decidir quem iria aderir ou não a paralisação. Segundo a professora Sandra Nugolu, 44 anos, a escola tem 500 alunos matriculados e a greve só iria trazer prejuízo para os alunos e os professores. “Uma reunião foi feita para cada professor expor sua opinião e decidir sobre a continuação das aulas, a maioria deles optaram pela não paralisação e o calendário segue dentro da normalidade.
O presidente da ACP, Geraldo Gonçalves, informou que a categoria deve se reunir novamente hoje, às 9h, para discutir a elaboração de uma contra proposta a ser encaminhada para a prefeitura, afim de resolver o impasse criado pelo não pagamento do reajuste, e por fim a greve iniciada na ultima quinta-feira (6).
A reportagem, de Rosana Moura, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.
Marciele Souza morreu em acidente ocorrido no dia 6 de juno de 2025 (Foto: Iviagora / Arquivo)

