Campo Grande - MS, domingo, 19 de agosto de 2018

ABUSOS

Professor usava Whats
para aliciar e estuprar menino

Mãe identificou conversas suspeitas no celular do filho

12 SET 2017Por RENAN NUCCI05h:00

A Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA) investiga estupro de vulnerável cometido contra um menino de 12 anos, em Campo Grande. O principal suspeito, um professor de teatro de 55 anos, foi preso no domingo por agentes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) da Polícia Civil e da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro.

O caso foi descoberto pela mãe da vítima, após checagem no histórico de conversas do WhatsApp. Por meio do aplicativo, o autor enviava mensagens de caráter sexual para o garoto. Ele é suspeito de violentar outro menino do grupo.

Segundo boletim de ocorrência registrado no domingo, a mãe desconfiou do comportamento do filho com relação ao professor, principalmente, porque nos últimos dias ambos estavam muito próximos.

Até então, o homem era tido como pessoa de confiança da família e não aparentava nenhum desvio de comportamento, tanto que tinha liberdade para falar com o garoto fora das aulas de teatro. Entretanto, depois de flagrar as conversas obscenas, a mulher procurou a polícia.

Na delegacia, o menino confessou com detalhes como ocorriam os estupros e disse que o professor fazia o mesmo com outro garoto.

Conforme relatado, em um dos casos, os dois tinham viajado para Ponta Porã com consentimento da mãe, já que não havia indícios de violência sexual. Ambos ficaram no mesmo quarto, na casa do irmão do autor.

Durante a noite, o menino acabou forçado a manter relações. Os atos passaram a acontecer com certa frequência, até mesmo no sábado, em plena via pública, dentro de um automóvel.

Diante do depoimento, a polícia foi até a casa do homem, situada em uma residência na região do Coronel Antonino, onde apreendeu o celular dele e notebooks. Junto do telefone da vítima, todo o material será periciado.
O menino foi encaminhado para exames de corpo de delito que possam comprovar os crimes.

Segundo o delegado Paulo Sérgio Laureto, da DEPCA, o caso é “complexo e precisa ser analisado com cautela”.

 

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