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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

Santa Casa

Presidente diz que bombeiro que
prendeu porteiros agiu contra norma

O hospital também negou omissão de socorro

7 AGO 2017Por Lucia Morel08h:42

A direção da Santa Casa de Campo Grande afirma que o militar do Corpo de Bombeiros que deu voz de prisão a dois porteiros do hospital na noite do último sábado, 5, agiu contra as normas da corporação. O hospital também negou omissão de socorro.

O presidente da Associação Beneficente de Campo Grande (ABCG), Esacheu Nascimento, em entrevista ao programa Tribuna Livre da Rádio Capital, afirmou que a situação vai ser “devidamente esclarecida” e que “o cidadão agiu contra as normas”, referindo-se ao bombeiro.

Nascimento explica que a atitude da Santa Casa em fechar os portões do pronto-socorro atende determinações da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). “Não deixamos de atender, estamos atendendo apenas os pacientes que são regulados, conforme determinou a Sesau”, sustentou.

Ele afirma que de quarta-feira à noite, quando os atendimentos foram reduzidos até ontem, domingo, 300 pacientes entraram pelos portões do pronto-socorro, sendo 200 via regulação municipal e outros 100 em demanda espontânea ou do interior. 

AUDITORIA
Sobre intervenção no hospital, prevista pelo prefeito Marcos Trad (PSD), que ontem afirmou que vai procurar o Ministério Público Federal (MPF) para verificar possibilidade de intervir na Santa Casa, Esacheu disse que “se antecipou à prefeitura e já fui ao MPF” para mostrar as contas do hospital.

O presidente sustentou ainda que “não entra um centavo na Santa Casa que não seja auditado pela prefeitura” e que “a auditoria que o prefeito quer fazer já é feita”. 

Sobre fotos do interior do hospital divulgadas no fim de semana, que mostram macas estocadas e corredores vazios, contrapondo-se à afirmação de superlotação, Nascimento afirmou que manter pacientes internados em macas nos corredores "não é digno".

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