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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

no sábado

Ex-presidente de associação, Cris Stefanny nega envolvimento em roubo de farmácia

Ela disse que dava carona para suspeito, mas não sabia do roubo

29 MAI 2017Por RODOLFO CÉSAR15h:47

A ex-coordenadora municipal de Políticas LGBT de Campo Grande, Cristiane Stefanny Venceslau, 37 anos, conhecida como Cris Stefanny, divulgou hoje, por meio de nota, que não teve participação alguma em roubo ocorrido a uma farmácia na Avenida Júlio de Castilhos, na noite de sábado. Ela chegou a ser detida suspeita de ajudar na fuga de André Luiz Rocha Estevam, 22 anos, que foi pego em flagrante.

Depois de levada à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, prestou esclarecimentos e foi liberada. 

Segundo ela, o que aconteceu foi apenas uma carona que ela dava ao suspeito e que havia parado no local porque Estevam tinha dito que iria pegar dinheiro com um amigo.

"Sempre segui aos mandamentos cristãos de que devo fazer o bem sem olhar a quem, e não julgar para não ser julgada", afirmou. "A irmã do mesmo (André Luiz) me solicitou uma carona e no meio do trajeto ele me solicitou que eu parasse em uma determinada rua porque o mesmo iria buscar um dinheiro com um amigo. E em nenhum momento passou pela minha cabeça que fosse ocorrer o que ocorreu", completou.

Cris Stefanny, que é presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), também afirmou que havia feito trabalho social no sábado (27) até por volta das 19h20. Depois foi para casa e estava dormindo, quando foi acordada pela irmã do suspeito. Ela pediu ajuda para que cobertores e roupas masculinas que seriam doados para a família dela fossem entregues. Os objetos a serem doados teriam sido obtidos pela própria Cris Steffany.

"Meu único e exclusivo intuito foi de apenas ajudar quem me pediu ajuda. (...) Após todos os esclarecimentos prestados, fui liberada e fiquei como testemunha dos fatos porque o delegado (Enilton Pires Zalla) entendeu que eu não tinha qualquer envolvimento com o crime", justificou-se.

Ela mencionou que a divulgação do nome dela no caso apenas contribui para "reforçar a ideia distorcida de que todas as travestis e transexuais são 'marginais'", opinou.

O CASO

A ex-presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Cris Stefanny, foi presa na noite de sábado (27) suspeita de envolvimento ao roubo de uma farmácia.

Ela conduzia o próprio carro, um Fiat Línea, quando foi flagrada por equipe da Força Tática da Polícia Militar (PM) ajudando na fuga de André Luiz Rocha Estevam, 22 anos, que roubou R$ 86 do estabelecimento, localizado na Avenida Júlio de Castilhos.

Ela aguardava dentro do carro, estacionado a algumas quadras da farmácia, quando foi abordada pela equipe da PM após “atitude suspeita” de Estevam, de acordo com informações do boletim de ocorrência, registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

Os policiais desconfiaram dele após ser visto saindo correndo da farmácia e o acompanharam até ele entrar no veículo de Cris. 

Abordada pela PM, ela informou fazer trabalho social com a família do autor, que pediu para o esperar no local até que fosse pegar “um dinheiro com um amigo” e no retorno dele foram abordados pela equipe policial.

Funcionárias da farmácia reconheceram Estevam, por meio de fotos, como autor daquele roubo e em outro dos quatro ocorridos apenas no mês de maio no local. Ele próprio confirmou ter praticado outro crime anterior, “mas não se recorda a data precisa”.

As funcionárias disseram também que Cris esteve na farmácia no sábado (27), por volta das 18h, onde comprou cosméticos. O roubo aconteceu às 21h30, quando o local estava próximo de ser fechado.

Em nota, a presidente da Antra afirmou que esteve trabalhando em uma eleição de centro comunitário entre 17h e 19h20 do sábado.

*Editada às 16h21 para correção de informação.

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