domingo, 15 de julho de 2018

Corregedor-Geral

Mario Cesar diz desconhecer pedido do MPE sobre investigação

Segundo declaração de Mario, ele soube da recomendação do Corregedo-Geral pela imprensa

11 AGO 2015Por ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS11h:01

O vereador Mario Cesar (PMDB), presidente da Câmara Municipal, disse nesta terça-feira (11) desconhecer recomendação feita pelo Corregedor-Geral do Ministério Público Estadual (MPE) para abrir comissão processante contra ele. O pedido foi divulgado hoje pelo Correio do Estado.

Segundo Mario, via assessoria de imprensa, ele e a Câmara ainda não foram notificados. Caberá ao vice-presidente da Casa de Leis, Flávio César (PTdoB), posicionar-se quanto ao suposto pedido do qual declara: "Não fui notificado e aguardo para saber qual seu mérito”.

Otávio Trad (PTdoB) reiterou que também aguarda mais detalhes sobre o processo. "É uma recomendação e não sei o processo adotado a ser adotado pela procuradoria jurídica da Câmara. Vamos aguardar seu parecer".

RECOMENDAÇÃO

O Corregedor-Geral do Ministério Público Estadual, Mauri Valentim Riciotti recomendou à Câmara Municipal de Campo Grande abertura de comissão processante para investigar o presidente da Casa Segundo o procurador, elementos do inquérito da Operação Lama Asfáltica indicam quebra de decoro praticado pelo parlamentar.

A recomendação de Riciotti é direcionada ao Promotor de Justiça Paulo Henrique Camargo Iunes. É pedido que este encaminhe representação a uma das promotorias do Patrimônio Público recomendando que “após instauração de procedimento administrativo, encaminhe-se expediente à Câmara Municipal, na pessoa de seu vice-presidente (vereador Flávio César, do PTdoB), em face do impedimento do presidente, para que ele, no exercício da presidência da Mesa Diretora, instaure a necessária comissão processante”, diz o documento.

Riciotti verificou que às vésperas da cassação do então prefeito Alcides Bernal (PP), conversas de Mário César gravadas com autorização da Justiça demonstrariam “claramente o envolvimento do Presidente da Câmara com João Amorim, visando aprovação de comissão processante instalada para afastar o prefeito eleito. E mais, há farta evidência de pagamento de propina por parte do empreirteiro”, consta no texto da recomendação.

O empreiteiro João Amorim é investigado pela Polícia Federal por suposto superfaturamento e direcionamento de obras do Governo do Estado e Prefeitura. O trabalho da polícia resultou na descoberta de conversas dele com vereadores da Capital, incluindo Mário César, combinando “cafézinho” (que seria um código para propina) para cassar Bernal. 

 

Matéria alterada para correção.

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