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Campo Grande - MS, quarta, 21 de novembro de 2018

CAMPO GRANDE

Policial Militar foi autor de tiro que matou adolescente e se apresentará na segunda

Militar disse que vítima estava armada e houve troca de tiros; testemunhas negam

10 JUN 2017Por GLAUCEA VACCARI16h:15

Adolescente Júnior de Souza, de 17 anos, foi morto por policial militar que estava de folga, durante confusão em baile funk, na madrugada de hoje, em Campo Grande. Militar irá se apresentar à polícia na segunda-feira (12).

Evento foi realizado em clube que fica na rua da Divisão, por volta das 2h30. Testemunhas disseram que adolescente não estava envolvido na confusão e foi atingido por tiro no pescoço, disparado por um segurança, que tentou conter a briga. No entanto, versão do militar é diferente.

Advogado que representa o policial militar, Amilton Ferreira, disse ao Portal Correio do Estado que o militar estava no local a paisana, apenas participando da festa, e não seria segurança.

Conforme versão do policial, na madrugada houve confusão e um tiro foi disparado, momento em que houve tumulto porque as pessoas se aglomeraram para sair do local.

Na saída, policial avistou o adolescente, que estaria armado, e deu voz de prisão. Rapaz teria corrido e atirado contra o militar, não o acertando. Novamente ele se identificou como policial e, quando jovem se virou novamente para atirar, militar revidou a atingiu o adolescente no pescoço.

Ele se retirou do local por estar sozinho e temer represálias e acionou o advogado, que o orientou a não se apresentar por risco de ser preso em flagrante.

Advogado disse que já entrou em contato com os delegados da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Piratininga, onde caso foi registrado, e da 5ª Delegacia de Polícia Civil, que será responsável pela investigação, para informar que o policial se apresentará na segunda.

“Ele está em casa, não tem intenção de fugir ou se não colaborar. Já liguei cedo e combinei a apresentação dele”, disse Amilton.

Policial é lotado no Comando Geral de Polícia Militar.

OUTRO LADO

Delegado plantonista da Depac, Cleverson Alves dos Santos, disse que não foi apreendida arma com a vítima e testemunhas disseram que ele não estava armado, nem envolvido na confusão.

No entanto, testemunhas também disseram que tiro não teria sido disparado contra o adolescente, mas apenas para conter a confusão e acabou o acertando.

Delegado confirmou que advogado entrou em contato avisando sobre a apresentação do suspeito.

Caso foi registrado como homicídio e será investigado. Militar deve prestar depoimento ao delegado João Reis Belo, que também ouvirá testemunhas do caso.

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