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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

uso parquímetro

Polícia vai investigar denúncia de suposta multa irregular em parquímetro

Agente registrou ocorrência por difamação após empresário postar vídeo

30 AGO 2017Por GLAUCEA VACCARI19h:00

Polícia Civil vai investigar suposta irregularidade em multa aplicada por fiscal da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), em Campo Grande.

Empresário gravou um vídeo e postou em rede social alegando que foi multado mesmo tendo crédito no parquímetro. Por outro lado, o fiscal alegou que há procedimento técnico que envolve testar o parquímetro.

O agente registrou boletim de ocorrência por calúnia, afirmando que motorista inseriu os créditos após o auto de infração.

Em nota, Prefeitura de Campo Grande informou que a denúncia feita pelo empresário é improcedente e que o motorista abasteceu os créditos após verificar o agente lavrando a notificação e só depois gravou o vídeo.

Na postagem, o empresário, de 39 anos, que deixou o carro estacionado na Rua Quinze de Novembro, em frente ao seu estabelecimento comercial, afirma que havia créditos no parquímetro, mas que mesmo assim foi multado. Após a publicação, várias pessoas comentaram, na maioria, ofendendo o agente de trânsito. 

OFENSAS

Por conta da situação, o agente, de 51 anos, procurou a Delegacia de Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência por difamação e injúria contra funcionário público em razão de suas funções.

Conforme o agente, ele realizava fiscalização no local e verificou que o parquímetro onde estava o veículo do empresário estava zerado, em ambas as vagas, e conforme é o procedimento, fez inserção de créditos nas vagas para verificar se o equipamento estava funcionando e creditando os minutos.

Segundo laudo técnico fornecido pela empresa concessionária do serviço, a Flexpark, o agente inseriu seu chaveiro, constatou que o equipamento estava funcionando normalmente e passou a lavrar o auto de infração.

Ainda segundo versão do servidor público, ao perceber que seria multado, empresário saiu de seu comércio, inseriu 30 minutos de crédito na vaga, com seu chaveiro, e disse que seria injusto ser multado, mas foi informado que por conta da constatação da infração, o auto já estava sendo preenchido e não havia possibilidade de anulação.

FILMAGEM

Neste momento, ele pegou o celular, tirou foto do agente e do parquímetro e se afastou. Servidor afirma que não percebeu que estava sendo filmado e só ficou sabendo do vídeo após postagem no Facebook, onde o empresário e seu sócio afirmavam: “Alguém poderia me explicar se isso não é indústria de multa? Deve ser perseguição, (e )se for, esse agente deve ser demitido”. Ambos os perfis já deletaram a publicação.

O agente relata ainda que vídeo começou a ser filmado após o empresário inserir os créditos e não aparece a parte onde ele teria sido ofendido, além de que a publicação teve vários compartilhamentos, onde outros usuários da rede se referem a ele com palavras de baixo calão.

VERSÃO EMPRESÁRIO

Portal Correio do Estado tentou contato com o empresário para saber a versão dele sobre os fatos, mas as ligações não foram atendidas até a publicação desta reportagem.

Em nota, prefeitura confirma versão do agente de trânsito, de que créditos foram abastecidos após a multa, "tanto que as próprias fotos por ele [empresário] tiradas mostram o tempo de 29 minutos, sendo que o mínimo possível de abastecimento é de 30 minutos, o que prova que ele carregou o parquímetro segundos após o início da notificação".

Ainda segundo a prefeitura, um guarda civil municipal acompanhou a cena e é testemunha em favor do agente de trânsito e que o mesmo proprietário do veículo tem acumulada três multas por uso irregular de estacionamento só no primeiro semestre do ano de 2017, todas registradas por diferentes agentes de trânsito.

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