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Campo Grande - MS, domingo, 18 de novembro de 2018

Homicídio doloso

Polícia investiga se PM que matou jovem fazia "bico" como segurança em festa

Policial se apresentou hoje na 5ª Delegacia de Polícia Civil

12 JUN 2017Por GLAUCEA VACCARI18h:00

Cabo da Polícia Militar que atirou e matou o adolescente Júnior de Souza, 17 anos, durante confusão em baile funk, se apresentou hoje na 5ª Delegacia de Polícia Civil, em Campo Grande, onde prestou depoimento ao delegado Jairo Carlos Mendes e foi liberado.

Crime aconteceu na madrugada de sábado (10) e policial afirmou que estava na festa apenas como frequentador, a paisana pois estava de folga, e não trabalhando como segurança, conforme apontaram algumas testemunhas.

Apesar da negativa do militar, polícia ouvirá proprietários do estabelecimento onde evento foi realizado para saber se o cabo, de 31 anos, estava trabalhando no local. Ele é lotado no Comando Geral da PM.

Delegado disse ao Portal Correio do Estado que, em depoimento, cabo alegou ter ouvido um barulho de tiro, houve correria e na saída avistou dois rapazes armados. Ele teria se identificado como policial, abordou os jovens e mandou que eles deitassem no chão.

Um dos rapazes teria reagido e efetuado dois disparos contra o policial, que conseguiu esconder-se atrás de carros. Ao sair, adolescente teria apontado a arma novamente e militar revidou com um único disparo, que atingiu a vítima no pescoço.

Júnior morreu no local e policial se retirou por temer represálias. Ele alegou que vários amigos da vítima estavam na festa.

OUTRA HISTÓRIA

No dia do crime, testemunhas deram outra versão aos fatos. Segundo elas, policial estava fazendo “bico” de segurança na casa noturna quando houve confusão. Para conter o tumulto, ele teria atirado para o alto e acabou acertando a vítima, que não estava envolvida na briga.

Conforme o delegado, foi instaurado inquérito por homicídio doloso (com intenção) para apurar o caso. Testemunhas ainda serão ouvidas.

Polícia Civil não descarta nenhuma possibilidade e ouvirá também a dona do estabelecimento para esclarecer se o policial, de fato, estava participando da festa ou trabalhando como segurança.

“A investigação está no início. Esta é a versão dele e ainda precisamos ouvir outras testemunhas e aguardar laudos. Não descartamos que ele estava agindo em cumprimento do dever, mas é cedo para afirmar”, disse.

Júnior de Souza não tinha passagens pela polícia e não foi localizada nenhuma arma no local do crime. Mas segundo a autoridade policial, por conta do tumulto, revólver pode ter sido retirado.

Arma do policial foi apreendida e delegado descartou pedir a prisão preventiva do cabo.

“Não há necessidade. Ele apresentou-se espontaneamente e está colaborando com as investigações”, explicou Mendes.  

Portal Correio do Estado entrou em contato com a Corregedoria de Polícia Militar e assessoria de imprensa da PM para saber se será aberto procedimento para apurar o caso, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

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