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Campo Grande - MS, terça, 13 de novembro de 2018

morte no baile

Polícia ouvirá novas testemunhas e aguarda laudos em caso de PM que matou jovem

Cabo disse que agiu em legítima defesa e testemunhas negam

22 JUN 2017Por GLAUCEA VACCARI17h:31

Polícia Civil aguarda laudos e a oitiva de novas testemunhas para concluir inquérito do caso em que um cabo da Polícia Militar atirou e matou o adolescente Júnior de Souza, 17 anos, durante confusão em baile funk, no dia 10 de junho.

Delegado titular da 5ª Delegacia de Polícia Civil, Jairo Carlos Mendes, responsável pelo inquérito, disse ao Portal Correio do Estado que ainda estão sendo apuradas várias hipóteses para o crime.

“Estou investigando. O policial se apresentou, confessou e contou a versão dele. Mas ainda estou aguardando laudo e tem testemunhas para serem ouvidas”, disse o delegado.

Crime aconteceu na madrugada do dia 10 e policial, de 31 anos, afirmou que estava na festa apenas como frequentador, a paisana pois estava de folga. Ele é lotado no Comando Geral da PM.

Em depoimento, cabo alegou ter ouvido um barulho de tiro, houve correria e na saída avistou dois rapazes armados. Ele teria se identificado como policial, abordou os jovens e mandou que eles deitassem no chão.

Um dos rapazes teria reagido e efetuado dois disparos contra o policial, que conseguiu esconder-se atrás de carros. Ao sair, adolescente teria apontado a arma novamente e militar revidou com um único disparo, que atingiu a vítima no pescoço.

Júnior morreu no local e policial se retirou por temer represálias. Ele alegou que vários amigos da vítima estavam na festa.

OUTRA HISTÓRIA

No dia do crime, testemunhas deram outra versão aos fatos. Segundo elas, policial estava fazendo “bico” de segurança na casa noturna quando houve confusão. Para conter o tumulto, ele teria atirado para o alto e acabou acertando a vítima, que não estava envolvida na briga.

Conforme o delegado, foi instaurado inquérito por homicídio doloso (com intenção) para apurar o caso. Testemunhas ainda serão ouvidas e polícia não descarta nenhuma possibilidade.

Júnior de Souza não tinha passagens pela polícia e não foi localizada nenhuma arma no local do crime. Mas segundo a autoridade policial, por conta do tumulto, revólver pode ter sido retirado.

Arma do policial foi apreendida e delegado descartou pedir a prisão preventiva do cabo.

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