Cidades

BRIGA ENTRE FACÇÕES

Ordem para rebelião em Manaus
saiu de Presídio Federal da Capital

Rebeliões no Amazonas e em Roraima mataram mais de 90 presos

G1

09/01/2017 - 10h23
Continue lendo...

A ordem para a rebelião que resultou no massacre de 56 detentos no Complexo Anísio Jobim, em Manaus (AM), na semana passada, foi dada a mais de 2 mil quilômetros de distância, no Presídio Federal de Segurança Máxima de Campo Grande. A informação divulgada pelo Fantástico, da TV Globo, é de autoridades federais e estaduais.

É no presídio em MS que estão encarcerados os chefes da facção criminosa que controla o tráfico de drogas na região Norte do Brasil. O principal deles aparece em imagens obtidas pela Polícia Federal. O traficante José Roberto Fernandes Barbosa, de 44 anos, é conhecido no mundo do crime como Zé Roberto da Compensa.

Ele foi preso na Operação La Muralla, em 2015, com mais 16 chefes da facção. Eles foram mandados para para prisões federais fora do Amazonas, no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em que o criminoso fica em isolamento.

Os chefes continuam presos, mas passaram a ter direito a visitas. Segundo as autoridades, a ordem que chegou a Manaus foi executada por bandidos do terceiro escalão da quadrilha, para matança de presos de uma facção rival, da região Sudeste, que estaria em disputa com a quadrilha amazonense pelo controle do tráfico na região Norte.

O presídio fica localizado em uma área estratégica: a rota do Solimões, por onde é escoada a droga produzida no Peru e na Colômbia, maiores produtores mundiais de cocaína. A rota pelo rio é um dos principais corredores do tráfico no Brasil e é um esconderijo.

"Basicamente o que a gente tem conhecimento é a utilização de saída da calha principal do rio, utilizando igarapés, furos e utilizando a navegação no período noturno", afirmou o capitão dos portos de Tabatinga (AM), Rogério Amorim. O Rio Solimões tem 1,6 mil quilômetros, entre a cidade na Tríplice Fronteira e Manaus.

A rebelião ocorreu no domingo (1º), dia de visita das famílias. Um policial que estava de plantão no presídio contou ao Fantástico que percebeu sinais de que algo estava errado quando os detentos pediram para os parentes deixarem o presídio.

"A gente começou a perceber porque os presos começaram a ordenar que as visitas saíssem mais breve possível. 'Acabou a visita, acabou a visita, vamo, bóra, bóra bóra'", afirmou, sem querer ser identificado.

Segundo o policial militar, armas, celulares e drogas entram no presídio sem nenhum controle. Imagens de 2013 mostram os presos formando fila para consumir cocaína dentro do complexo.

No vídeo, é possível ver que não há nem a preocupação de se esconder. Os homens olham pra câmera, brincam, se drogam e voltam pra fila. As armas teriam entrado pelo mesmo caminho que as drogas: o regime semiaberto.

"O complexo Anísio Jobim tem um ponto vulnerável. Se você vê esse muro aqui, essa parte aqui é o semiaberto, tudo, até lá atrás, e é colado com o fechado. O semiaberto tem arma, tem munição, tem droga, o semiaberto tem tudo. O semiaberto é como se fosse um fornecedor para o regime fechado".

 

Cenário alarmante

Novo ministro, Eloy Terena aponta situação crítica para Chikungunya em Dourados

Dos sete óbitos registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena do município

04/04/2026 12h30

Eloy Terena ao lado da ex-ministra Sonia Guajajara

Eloy Terena ao lado da ex-ministra Sonia Guajajara Foto: Divulgação / Twitter

Continue Lendo...

Eloy Terena, novo ministro dos Povos Indígenas, classificou como crítico o cenário de Dourados (MS), município distante aproximadamente 231 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul que está em situação de emergência devido aos casos de chikungunya. 

“Quando se trata de saúde, de vidas humanas, a responsabilidade é global. Não estamos aqui para dizer que a responsabilidade era do município, do governo estadual ou do governo federal. Estamos aqui para reconhecer esta situação crítica. Portanto, não temos uma posição negacionista e vamos enfrentá-la”, disse Terena, ao visitar o município nesta sexta-feira (3).

Segundo o governo de Mato Grosso do Sul, desde janeiro até o início de abril, o número de casos confirmados da doença no estado chegava a 1.764, incluindo 37 gestantes. Havia também 1.893 casos em análise.

Com 759 registros, em números absolutos, Dourados concentra a maior quantidade de casos prováveis de chikungunya no estado. Embora a situação atinja toda a população, tem tido maior impacto sobre as comunidades indígenas.

Dos sete óbitos registrados em todo estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados. Entre estas os mortos, dois tinham menos de quatro meses de vida. Os outros dois óbitos no estado foram registrados nas cidades de Bonito e Jardim.

Combate ao vetor

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu em 30 de março a situação de emergência na cidade, que a prefeitura decretou dias antes, em 27 de março.

O avanço da chikungunya em Dourados motivou o governo federal a anunciar, nesta semana, mais uma série de medidas para combater o mosquito Aedes aegypti, interromper o ciclo de transmissão da doença e aperfeiçoar o atendimento aos pacientes. A situação é mais grave na reserva indígena local, onde cinco pessoas já morreram, incluindo dois bebês.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Distrito Sanitário Especial Indígena do estado (DSEI-MS) emitiu um alerta epidemiológico apontando o aumento dos casos na cidade.

Após isto, agentes da Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde) foram deslocados para se incorporarem à força-tarefa composta por servidores da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) e da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. 

Além de mobilizar profissionais, na última quinta-feira (2), o governo federal destinou cerca de R$ 3,1 milhões em recursos públicos para Dourados.

Do total, R$ 1,3 milhão serão destinados a ações de socorro e assistência humanitária, como apoio direto à população. Mais R$ 974,1 mil vão custear iniciativas como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação em aterro sanitário licenciado. Os R$ 855,3 mil restantes financiarão outras ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya na cidade.

Contratações

Eloy Terena afirmou que os recursos liberados pelos ministérios da Integração e do Desenvolvimento Regional e da Saúde “já estão nas contas dos governos estaduais e municipais”, responsáveis por utilizá-los para contratar, em caráter emergencial, os bens e serviços necessários.

Representante do Ministério da Saúde na comitiva que acompanhou o ministro, Daniel Ramos destacou que, além das demais medidas, a pasta vai contratar, provisoriamente, e capacitar, 50 agentes de combate a endemias-20 dos quais começarão a trabalhar neste sábado (4). 

Junto com 40 militares disponibilizados pelo Ministério da Defesa, os agentes se somarão ao atendimento à população e ao combate aos focos de reprodução do mosquito Aedes aegypti.

“A assistência é uma das partes importantes e a gente vai entrar com ações contundentes de controle vetorial para reduzir esta pressão nos serviços [de saúde]”, garantiu Ramos.

Já a representante da Força Nacional do SUS, Juliana Lima, explicou que, embora as equipes de saúde estejam atuando diariamente nas aldeias Bororó e Jaguapiru, na Reserva Indígena Dourados, é difícil dizer se houve uma melhora da situação nas últimas semanas.

“O cenário está muito dinâmico. Ele vem se mostrando, dia após dia, com um perfil epidemiológico diferenciado. Então, a gente não está conseguindo ainda afirmar se há uma diminuição ou um aumento [do número de casos] nesta ou naquela aldeia. Mas fazemos o monitoramento, os registros, diariamente e, com isso, conseguimos sinalizar para a vigilância onde eles devem priorizar os atendimentos dos casos agudos.”

Lixo

Destacando a condição “sui generis” [diferenciada] da Reserva Indígena Dourados, “que foi englobada pelo município de Dourados”, estando, hoje, cercada pela crescente área urbana, Terena cobrou, da prefeitura, mais atenção à coleta do lixo nas aldeias indígenas, de forma a eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti.

“Temos que aperfeiçoar a questão dos resíduos sólidos, do lixo. É preciso atender de igual forma não só o contexto urbano, como as comunidades indígenas”, disse o ministro, que pretende se reunir com representantes dos governos municipal e estadual e discutir projetos estruturais “para que possamos chegar a estas comunidades indígenas com projetos com vistas a melhorar a coleta de lixo” nas comunidades indígenas.

 

Assine o Correio do Estado

PROCESSO SELETIVO MINISTÉRIO PÚBLICO

Prova do MPE para vagas de estagiário e residentes acontece semana que vem

Edital com a convocação e divulgação dos locais de prova de cada candidato foram divulgados no Diário Oficial do órgão público

04/04/2026 10h30

Divulgação/ MPMS

Continue Lendo...

No segundo domingo de abril (12) acontece a Prova do Processo Seletivo para ocupar as vagas de estagiário e residente do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE). De caráter eliminatório e classificatório, o Órgão Público divulgou por meio do Diário Oficial o local de prova e convocação dos candidatos inscritos.

Com duração de quatro horas, o fechamento dos portões está marcado para às 08h no horário local, com início da prova em seguida. Serão 50 questões objetivas com cinco alternativas cada (a, b, c, d, e).

Aos de nível médio em vagas de estágio incluí as áreas de Língua Portuguesa (15), Matemática (15), Noções de Informática (10), Conhecimentos gerais (10), cada uma valendo dois pontos. Aos candidatos da área de Tecnologia da Informação - Desenvolvimento de Sistemas, para residência terão questões de Língua Portuguesa (5), Noções de Direito (5), Conhecimentos específicos (40) também valendo dois pontos.

Os demais candidatos destinados às vagas de residências, estão inclusos os cursos de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Tecnologia em Gestão Pública; Tecnologia em Processos Gerenciais; Ciências Biológicas; Engenharia Agronômica; Engenharia Ambiental ou Sanitária; Engenharia Florestal; Geografia (bacharelado); Geologia; Gestão Ambiental; Arquitetura e Urbanismo; Audiovisual; Ciências Contábeis; Comunicação/Jornalismo; Design Gráfico; Economia; Engenharia Civil; Engenharia Civil com ênfase em orçamento e planejamento de obras; Letras; Publicidade e Propaganda; Psicologia; e Serviço Social.

Para estes, serão abordadas as áreas de Língua Portuguesa (5), Noções de Informática (5), Noções de Direito (5) e Conhecimentos específicos de cada área (35), valendo dois pontos por cada resposta correta.

Agora, para os candidatos da área do Direito, sejam eles cursando o ensino superior (para estágio), ou como já formados dentro dos últimos 5 anos ou que estejam a cursar alguma pós-graduação na área jurídica (para residência) terão a adição de uma prova discursiva, no formato de redação, que valerá 50 pontos, além de 40 questões da prova objetiva com dois pontos cada.

A prova discursiva deve seguir:

a) estrutura e desenvolvimento de texto dissertativo-argumentativo;
b) organização e progressão textual;
c) adequação temática;
d) aspectos de coesão e coerência textual; e
e) emprego da norma culta da língua portuguesa;
f) mínimo 30 e máximo 40 linhas de texto.

É recomendado aos candidatos que cheguem no local com 30 minutos de antecedência e devem levar caneta azul ou preta de tubo transparente, além de um documento original que seja: RG, Carteira de Identidade Militar, CNH com foto, Carteira de identidade profissional emitida pelo órgão competente, CTPS, ou documentos em formato digital.

Segundo a Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (FAPEC), responsável pela organização e aplicação da prova, o gabarito preliminar será divulgado por meio de um edital no Diário Oficial do MPE e no portal da fundação, após três dias de aplicação da prova, no dia 15 de abril.

Confira o edital de convocação a partir da página 13 do Diário Oficial do Ministério Público de Mato Grosso do Sul da próxima segunda-feira (06) e os locais de prova a partir da página 18.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).