Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

VANDALISMO

Obras paradas viram cenário de pichações

No ano passado, Aquário do Pantanal foi alvo de vândalos

14 JAN 19 - 07h:00YARIMA MECCHI

Parado há três anos, o Aquário do Pantanal, localizado nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, foi alvo de pichações, assim como diversos canteiros públicos e privados que estão abandonados na cidade. Sem informações de quem fez a pichação no alto da obra, a Polícia Civil investiga o caso. 

De acordo com delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Ambientais e Atendimento ao Turista (Decat), Marco Antonio Balsanini, o que chama atenção na pichação feita na obra é o risco que a pessoa correu para conseguir cometer o crime e o fato de que a obra é totalmente cercada por tapumes e ainda conta com vigilância 24h por dia. 

Balsanini afirma que crimes como este diminuíram nos anos de 2017 e 2018 em Campo Grande, sendo 33 contra 13, respectivamente. “Nós fizemos um comparativo do desenho com banco de dados, mas não foi possível achar semelhança com o que a gente tem aqui. Tem diminuído muito essa prática. Em  2016, era uma febre, nosso banco de imagens é quase todo desse ano”.

De acordo com o governo do Estado, a segurança do Aquário do Pantanal é de responsabilidade da empresa SJT, que atua 24h e é contratada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). “É apenas um profissional. No momento, o governo prepara uma notificação para a empresa e também terá que realizar um boletim de ocorrência”, informou a administração de Mato Grosso do Sul.

De acordo com a polícia, o vigilante que estava de plantão no dia que aconteceu o vandalismo já foi identificado e deve prestar depoimento até o fim desta semana. A pena para este tipo de crime varia de 1 a 3 anos e multa que pode chegar R$ 1.796.400,00. 

“Estamos tentando levantar, mesmo que de alguns prédios, as imagens de câmeras de segurança que estão posicionadas para a área contrária da Afonso Pena, e aí conseguiremos identificar o suspeito de ter pichado”, informou. 

Pichações em obras paradas são comuns no cenário urbano de Campo Grande. O Centro Belas Artes, obra que está há mais de 20 anos parada, é um exemplo. No local, além das pichações, também é possível encontrar desenhos de grafite – arte reconhecida, mas que necessita de autorização do dono do imóvel para ser feita. 

Prédios particulares que estão abandonados, tapumes, portas de lojas fechadas e também a unidade do Hospital de Câncer Alfredo Abrão são locais no centro de Campo Grande que serviram de cenário para ação de vândalos. 

Esse artigo foi útil para você?
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

Bolsonaro desiste de indicar Eduardo para a Embaixada
DIZEM INTERLOCUTORES

Bolsonaro desiste de indicar Eduardo para a Embaixada

Tempestade com ventos de 131 km/h causa destruição em MS
ASSUSTOU MORADORES

Tempestade com ventos de 131 km/h causa destruição

Proprietária expulsa ciclistas que se abrigavam de chuva em posto de combustíveis
VEJA O VÍDEO

Ciclistas são impedidos de se abrigarem de chuva em posto

Estado criou 917 vagas em setembro, aponta Caged
EMPREGOS

Estado criou 917 vagas em setembro, aponta Caged

Mais Lidas

Gostaria-mos de saber a sua opinião