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118 anos

No ritmo da vida saudável, CrossFit
vira moda em Campo Grande

Busca por condicionamento físico leva alunos a recorrerem aos boxes

26 AGO 17 - 08h:00VÂNYA SANTOS

Criado na década de 1990, na Califórnia (EUA), pelo ex-atleta e treinador de polícia, Greg Glassman, CrossFit é um treinamento com exercícios funcionais de alta intensidade com potencial para melhorar o condicionamento físico geral. A marca foi registrada em 2000 e, hoje, são mais de 10 mil boxes especializadas pelo mundo.

Em Campo Grande não foi diferente e o CrossFit está na moda. A atividade do momento tem sido cada vez mais procurada por quem quer emagrecer, ter qualidade de vida, melhorar condicionamento e, claro, conquistar aquele corpo modelado e definido.

O Raça Crossfit é um desses boxes especializados e um dos seus treinadores é o profissional de Educação Física, Diógenes Hartkopf, de 26 anos. O coach certificado pela CrossFit explica que a atividade proporciona muito mais do que condicionamento físico, qualidade de vida e autoestima. “O Cross é como se fosse uma família, as pessoas desenvolvem laços de amizade. Um incentiva o outro e todos buscam evoluir”.

Segundo o coach Diógenes, é comum alunos saírem de academias por não se adaptarem aos exercícios convencionais e entrarem em box de CrossFit, onde são praticadas modalidades olímpicas, como levantamento de peso e atletismo. “A gente usa o básico, os exercícios clássicos porque antigamente não tinha esse monte de aparelhos de academia, os exercícios eram livres e com peso do próprio corpo”, comentou. 

Além de perder peso, com o Cross o aluno garante benefícios, como aumento de massa muscular, melhora do condicionamento físico e resistência. “O aluno consegue executar qualquer atividade física, seja de resistência, força ou potência”, garantiu Diógenes. 

Aliás, o próprio coach é grande exemplo aos alunos, já que é campeão do RX Monstar Series, campeonato realizado em junho. Cinco atletas representaram Mato Grosso do Sul na etapa de Brasília e Diógenes venceu a competição. Em 2016, participou de seletiva com mais de 500 atletas e ficou entre os 50 melhores, o que lhe garantiu vaga para o Torneio CrossFit Brasil.

Sair da Rotina
Dinâmica é um dos diferenciais do Cross. Cada aula dura 1h, sendo que os primeiros 10 minutos são reservados ao aquecimento; nos 30 minutos seguintes os profissionais repassam a técnica; por fim, o Wod – treino do dia – é  feito nos últimos 15 minutos. “Todo dia o treino é diferente”, destacou Diógenes.

Com relação ao mito de que o CrossFit é uma atividade que causa lesões por ser de alta intensidade, o treinador Diógenes explica que como qualquer outro treinamento, o Cross é progressivo, tanto em movimentos quanto em cargas. “Nas turmas iniciantes, os movimentos são simples e o risco de lesão existe quando o aluno tem um treinador despreparado”, alertou.


Coach Diógenes alertou que o risco de se lesionar no Cross é o mesmo de qualquer outra atividade

Profissional de Educação Física, Ricardo Trauer Tajes, 27 anos, é treinador no Crossfit Pantaneiros. Ele explica que o aluno que busca a atividade quer sair da rotina, quer algo diferente que o deixe motivado. “A estética não é o foco principal, mas muita gente procura para emagrecer, que é o que acontece, se aliado a boa alimentação”, ressaltou.

Segundo Ricardo, o aluno aprende primeiro a treinar com técnica e em segurança, apenas com bastões, para depois inserir carga, gradativamente. “Não tem monotonia, o aluno sempre aprende e melhora. Além de emagrecer, consegue ganhar massa muscular, equilíbrio, coordenação, resistência e força”, garantiu.

Boa forma
A única mulher da equipe de treinadores da Raça Crossfit, Danusa Rocha, 36 anos, tem a consciência de que é inspiração para as alunas. Dona de um corpo digno de causar inveja, ela conta que incentiva as mulheres. “Proponho desafio para perderem peso e faço trabalho de motivação. Quero que meus alunos sejam melhores do que eu”, revela, ressaltando a parceria entre alunos. “Nossa amizade vai além do box”, garante.

A funcionária pública Dorcas Helena Lellis, 36 anos, treina há um ano e meio na Raça. Durante anos treinava um tempo em academia, mas acabava parando. “Achava chato, me sentia desanimada e fui em busca de outras modalidades. O box Raça abriu perto de casa, eu vim perguntar como era, resolvi testar e me apaixonei. Você vê resultado rápido. Eu mudei a dieta, o esporte, me dediquei e vi muito resultado”, revelou.

Dorcas Helena explica que o CrossFit é diversão, enquanto a musculação era compromisso. “Aqui tem parceria. Ninguém fica no box treinando sozinho porque quem termina fica para dar força e apoio até o colega terminar também”, ressaltou.

Militar Thadeu Santana, 31, treina na Raça há seis meses. Ele conta que em razão da profissão, já praticou corrida, natação e judô e, após treinar levantamento de peso, pesquisou e descobriu que o CrossFit foi criado por um militar, nos Estados Unidos, se interessou e hoje tem o Cross como atividade principal.

“Não tem rotina. A gente enfrenta o desconhecido todo dia. Você pensa que não vai dar conta de fazer o movimento, começa, se desafia, confia e consegue concluir. Tem também a interação. O clima é de família mesmo”, comentou.

A comerciante Ana Cristina Greghi, 49 anos, começou a treinar CrossFit há dois anos e meio no Pantaneiros. “Estava cansada da rotina e tinha uma amiga que fazia. Ela postava foto de cabeça para baixo e meu objetivo era apenas ficar de ponta cabeça, mas fui além. Hoje fico de ponta cabeça e faço coisas que jamais imaginei. Tenho o corpo que não tinha aos 30. Sou realizada”, comparou, frisando que está na sua melhor fase da vida, sem abrir mão de comer o que gosta e de socializar.


Hoje, Ana Cristina consegue ficar de ponta cabeça e faz movimentos que jamais imaginou

O funcionário público Ivan Gomes, 47 anos, treina no Pantaneiros há 15 meses. “Queria mudança, algo diferente e resolvi experimentar. A experiência foi tudo que me falaram. O treino é bem intenso e gratificante. Quando termino, sinto que fiz algo bom para o meu corpo e minha mente”.

Ivan disse que com o Cross se sente menos cansado. “Melhorei a postura, a forma física, emagreci, depois ganhei massa magra. A alto estima melhorou também. Qualquer roupa fica bem e a gente fica mais exibido”, brincou.

Bruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do EstadoBruno Henrique / Correio do Estado - Crédito: Bruno Henrique / Correio do Estado
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