Sábado, 24 de Fevereiro de 2018

CAMPO GRANDE

No 5º dia útil, 25% dos funcionários da prefeitura não irão receber salário

Com dificuldade financeira, prefeitura decidiu escalonar pagamento de julho

6 AGO 2015Por GABRIEL MAYMONE18h:55

No 5º dia útil de agosto, esta sexta-feira, diferente do que ocorre há anos, apenas 75% dos 15.711 funcionários da prefeitura de Campo Grande irão receber seus salários. São servidores que tem até R$ 3 mil de saldo líquido para receber. Segundo a Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle, estão sendo pagos 18.553 créditos de um total de 23.621 créditos existentes na estrutura de pessoal da prefeitura.

Já foram pagos os vencimentos de unidades administrativas com receita própria, caso da Agência Municipal de Habitação, Instituto Municial de Previdência e da Agência de Regulação de Serviços.

Faltarão ainda para serem quitados 5.066 créditos, que serão pagos de acordo com o calendário definido pela Prefeitura em comum acordo com o Sindicato dos Servidores Municipais (SISEM). No próximo dia 14, sexta-feira que vem, serão pagos quem tem para receber até R$ 5 mil No dia18, receberão os servidores que tem entre R$ 5.001,00 e R$ 7 mil. Os que vão receber mais de R$ 7 mil terão o salário disponível no dia 21 de agosto.

O prefeito Gilmar Olarte avalia que a partir de setembro seja possível restabelecer o pagamento dos salários de uma vez só no quinto dia útil. “Estamos adotando medidas de ajuste para enxugar gastos e com o mutirão da conciliação, acredito que haverá um reforço de caixa para garantir os vencimentos do funcionalismo. “As atuais dificuldades financeiras não são uma exclusividade da Prefeitura de Campo Grande. A retração da economia, que impacta diretamente a arrecadação, faz com que muitas prefeituras e governos estaduais, estejam sem condições de manter o salário em dia”, 

O secretário-adjunto de Planejamento, Ivan Jorge, lembrou que desde março a Prefeitura tem adotado medidas para cortar gastos com pessoal e se adequar os limites fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A folha de pagamento foi reduzida de R$ 108 milhões para R$ 96 milhões e ainda é necessário cortar mais R$ 10 milhões.

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