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Campo Grande - MS, terça, 20 de novembro de 2018

10 km de pavimentação

Nasser e Nova Lima podem ser
asfaltados a partir de agosto

Recursos necessários para retomar obras chega, a R$ 122 milhões

7 JUL 2017Por IZABELA JORNADA16h:40

Além de retomar obras paradas desde 2012, Prefeitura de Campo Grande informou que vai iniciar obra de asfalto nos bairros Nova Lima e Vila Nasser.

A retomada das intervenções acontecerão a partir do segundo semestre deste ano. Dos R$ 122 milhões necessários, R$ 15 milhões dos recursos são resultado da parceria do município com o Governo do Estado. O restante é proveniente de parceria com Governo Federal.

Três pavimentações serão retomadas: duas no complexo Mato do Jacinto e a terceira no Bálsamo. Além das pavimentações, serão iniciadas as obras de drenagem e o asfalto dos Bairros Nova Lima e Vila Nasser (etapas A), bem como controle de enchentes, revitalização e recapeamento da Avenida Ernesto Geisel, que margeia o Rio Anhandui, entre as ruas Santa Adélia e Aquário.

Os recursos do Governo Federal serão liberados por meio de convênio. Os valores também serão aplicados em obras de mobilidade urbana.  

A parcela complementar de R$ 107 milhões virá de financiamentos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), contratados pela prefeitura e com origem do orçamento geral da União.

O maior investimento (no valor de aproximadamente R$ 57 milhões) está reservado para as intervenções no Rio Anhanduí, um projeto de R$ 57 milhões, sendo R$ 47 milhões de verba federal a fundo perdido (que não exigirá ressarcimento do município) e R$ 10 milhões de contrapartida. A obra está em processo de licitação.

PAVIMENTAÇÃO

A pavimentação do Bairro Nova Lima (etapa A) está orçada em R$ 22 milhões (R$ 1,8 milhão só de contrapartida).

Serão implantados 8,75 km de drenagem, 19,38 km de pavimentação e 4,78 km de recapeamento.

Na etapa A da Vila Nasser, sem computar a contrapartida, estão previstos R$ 15 milhões para pavimentação e drenagem.

Também serão retomadas obras para conter a erosão no Parque Sóter (previstas no Complexo Mata do Jacinto Etapa A) e de controle das enchentes em afluentes no Córrego Prosa (inserida no Complexo Mata do Jacinto etapa D).

ÁGUA DA CHUVA

No Sóter, serão investidos R$ 2,3 milhões (mais os reajustamentos) na construção de barragens de contenção (em sistema gabião) da erosão e dragagem do lago de estabilização.

No local, durante a primeira etapa das obras, foi construído um dissipador de energia (uma espécie de escadarias em concreto armado) onde desemboca a enxurrada que desce da Mata do Jacinto onde será preciso ativar a rede de drenagem construída em 2014.

Nos altos da Avenida Mato Grosso, como parte das obras do Complexo Mata do Jacinto, serão investidos R$ 10 milhões (mais R$ 1,2 milhões de contrapartida) para concluir pavimentação e drenagem em bairros próximos ao Parque dos Poderes e na construção de piscinão (com capacidade para 500 milhões de litros) e na travessia da drenagem até o Córrego Reveillon.

Este piscinão vai reter a água da chuva, retardando sua chegada ao córrego Reveilon (localizado no Parque das Nações Indígenas) que junto com o Desbarrancado e o João Português, todos afluentes do Prosa, formam o lago artificial do Parque das Nações Indígenas.

O transbordamento do lago pressiona o Prosa nos trechos mais abaixo, onde também recebe as águas do Vendas, contribuindo para os alagamentos em regiões como os cruzamentos das ruas Ricardo Brandão, Bahia e Joaquim Murtinho.

PROJETO BÁLSAMO

Outra frente que está prevista para ser retomada é a da etapa 1 do chamado complexo Bálsamo, iniciado em  2012 e  que está com obras paralisadas desde 2014.  

Serão aplicados R$ 3,3 milhões, sendo R$ 2,3 milhões de recursos do Orçamento Geral da União e mais R$ 1,2 milhão de reajustamento das planilhas.

O projeto ainda inclui a conclusão da Avenida dos Novos Estados (que liga a Avenida Rita Vieira ao Macro Anel Rodoviário, no Jardim Itamaracá) e o prolongamento da Avenida Rita Vieira até a Avenida Guaicurus.

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