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INQUÉRITO CIVIL

MPE investiga demora em
filas para consultas na Capital

Prefeitura tem prazo de 20 dias para apresentar informações

17 MAI 19 - 11h:13IZABELA JORNADA

Ministério Público Estadual (MPE-MS) pede para que Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) apresente, no prazo de 20 dias, informações sobre o motivo da demora em consultas ortopédicas, psiquiátricas e endocrinológicas. Inquérito civil foi aberto para investigar quais as medidas que estão sendo adotadas para resolver o problema.

O MPE, por meio da promotora de Justiça Daniela Cristina Guiotti, quer saber também quantas consultas por mês os médicos do município estão fazendo. Lembrando que em maio de 2019 o prefeito Marcos Trad (PSD), por meio de publicação no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), afastou quatro médicos pelo prazo de 60 dias de suas funções pelo mau atendimento oferecido pelos profissionais. Além de estarem sendo investigados, os médicos que foram afastados, responderão por processo de sindicância que se trata de medica cautelar.

A reportagem do Correio do Estado tem acompanhado a crise em que a saúde pública municipal se encontra. As filas de pacientes que aguardam consultas são quilométricas em várias especialidades. Em 2018, foi registrado, só no mês de agosto, quase 9 mil pacientes que estavam na espera por consulta em ortopedia e quase 5 mil por consultas em endocrinologia. Na época, os números foram apresentados pela promotora da Saúde de Campo Grande, Filomena Fluminhan, durante audiência pública que ocorreu na Assembleia Legislativa. A promotora, na ocasião, destacou que ainda não existe estrutura para atendimento de toda a rede.

Outro problema apontado foi sobre a alta procura e demanda do interior que resultam no investimentos de alta complexidade e de acordo com o secretário-executivo do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Josimar Corvalã dos Santos, com isso, os atendimentos básico e de especialidades são comprometidos, pois todo o recurso acaba indo para a alta complexidade. Ele afirma ainda que “os custos para pagamento de folha só aumentam com isso. Chegam a 2/3 só para bancar os plantões, quem trabalha nos 24 horas ganha melhor e ninguém quer atuar na baixa complexidade, nas unidades de saúde”, justificou Corvalã.

Mas as falhas na gestão e na aplicação de verbas, acrescidas dos valores insuficientes para a operacionalização da saúde pública no Estado, geram verdadeiro colapso. “Todos os meses, a prefeitura gasta R$ 38 milhões só com folha de pagamento, são R$ 456 milhões por ano, é muito dinheiro”, avaliou a promotora.

PSIQUIATRIA

Outro problema que será investigado pelo MPE é a questão das consultas de urgência na psiquiatria adulto e infantil que estão com filas de espera cada vez maiores. 

Porém, no ano passado, a especialidade teve uma grande perda com o fechamento da ala da psiquiatria na Santa Casa. Os serviços eram fornecidos por mais de 50 anos. 

FALTA DE MÉDICOS

A falta de médicos na rede pública de saúde de Campo Grande também tem sido uma questão crítica debatida entre autoridades. Somente nos últimos dois anos, período em que Marcos Trad está a frente do Executivo municipal, a Capital perdeu 528 médicos. Enquanto no fim de 2016 eram 1.628 profissionais vinculados à rede pública, atualmente, são cerca de 1,1 mil. A alta rotatividade tem sido um dos principais problemas enfrentados pela atual gestão e também por quem depende da rede pública. Faltam médicos nas unidades de saúde e a população cobra uma solução efetiva do problema.

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