Campo Grande - MS, sábado, 18 de agosto de 2018

DENÚNCIA

MPE denuncia assassinos de
ex-vereador e esposa dele

De acordo com a condenação, os assassinos pegarão 40 anos de prisão

4 AGO 2017Por Izabela Jornada17h:19

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPE) ajuizou ação penal contra os réus envolvidos no assassinato do ex-vereador Cristóvão Siveira e da esposa dele, Fátima de Jesus Diniz Silveira. Um quarto envolvido foi incluído na denúncia feita pelo promotor da 17ª Promotoria, Clóvis Amauri Smaniotto.

De acordo com denúncia, Rivaldo Nunes Mangelo, Alberto Rivelino Nunes Mangelo, Rogério Nunes Mangelo e Rivelino Mangelo (o último é pai dos outros três) serão processados pelos seguintes crimes:

- Rivaldo Nunes Mangelo: latrocínio e destruição parcial de cadáver;

- Alberto Rivelino Nunes Mangelo: receptação e favorecimento pessoal;

- Rogério Nunes Mangelo: latrocínio;

- Rivelino Nunes Mangelo: latrocínio, vilipêndio a cadáver e destruição parcial de cadáver.

Além das condenações com penas de prisão, o promotor de Justiça Clóvis Amauri Smaniotto também requereu que seja fixado valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais causados pela infração às vítimas. E, se for o caso, seja fixado valor em dinheiro às vítimas e/ou a seus dependentes, da importância de 1 a 360 salários mínimos.

O MPE também requereu que, além dos demais acusados que já estão presos, seja decretada a prisão preventiva do acusado Rivaldo Nunes Mangelo, que durante as investigações não foi localizado pela polícia.

O promotor confirmou que parte dos acusados faz parte da mesma família e que, se forem condenados de acordo com a acusação, a pena de Rivelino Nunes Mangelo (pai) e Rogério Nunes Mangelo (filho) podem ser, no mínimo, 40 anos de prisão. Alberto Rivelino Nunes Mangelo, pelo crime de receptação e favorecimento pessoal, pode pegar, no mínimo, 1 ano e 1 mês de prisão.

O promotor disse também que as investigações demonstraram que Diogo André dos Santos Almeida também foi um dos autores do crime de latrocínio e vilipêndio a cadáver, mas ele não será processado porque foi morto a tiros, em confronto com a polícia, próximo à cidade de Corumbá, quando estava ocupando o veículo roubado das vítimas.

OUTRO ENVOLVIDO

Rivaldo Nunes Mangelo também é filho de Rivelino Mangelo e durante investigação da Polícia Civil o nome dele não foi divulgado.

Apesar das tentativas de prendê-lo, policiais não o encontraram e o promotor de justiça pediu a prisão preventiva dele. Rivaldo é acusado de ter participado do assassinato brutal do ex-vereador e da esposa.

Alberto Rivelino Nunes Mangelo, Rogério Nunes Mangelo e Rivelino Mangelo, presos pelo Choque. Foto: Divulgação/Choque

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