Cidades

GREVE DA BOLEIA

Mesmo com filas de 4 horas para
abastecer, população apoia caminhoneiros

Transtornos não prejudicam aprovação ao movimento

JONES MÁRIO E YARIMA MECCHI

26/05/2018 - 15h37
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O pedreiro Adailton Silva, 35 anos, chegou às 11h ao posto de combustível Corujinha JD, próximo ao terminal Bandeirantes, neste sábado (26). Saiu às 15h, sem almoço, mas com um galão de 20 litros cheio de etanol. Apesar do transtorno, o apoio à greve dos caminhoneiros é incondicional.

“Não almocei, mas valeu a pena. Tem gente que não vai conseguir abastecer, mas sou totalmente a favor do movimento deles”, diz.

Entre os ouvidos pela reportagem do Portal Correio do Estado na tarde deste sábado (26), não há manifestações contrárias ao protesto que paralisa a principal engrenagem do setor logístico do País há seis dias. As quatro horas de fila para conseguir combustível e a iminente seca dos postos não são motivos para deslegitimar a greve, acreditam.

Às 15h, o gerente do Corujinha JD, Rodrigo Guilherme, estimava que poderia atender mais 60 carros com etanol - limitados a 20 litros cada. O último carregamento de combustível chegou ao posto na quarta-feira (23).

“As filas começaram a ficar intensas às 6h30min de quinta-feira. Até quarta estava tranquilo”, conta. Guilherme crê que o estoque de etanol acaba antes do início da noite deste sábado (26). Já a reserva de óleo diesel é considerada satisfatória.

O técnico de enfermagem Luiz Carlos Ribeiro, 52, procurou outros postos antes de encontrar a empresa próxima ao terminal Bandeirantes. Chegou na fila por volta das 11h30min. “Eu e minha esposa íamos para a fazenda, mas não conseguimos encher o tanque, então, não vamos mais”, diz.

Já o pintor Marcelo de Andrade, 25, era um dos últimos da linha formada para organizar o abastecimento no local. Ele ainda tinha esperanças de ser atendido. “Ficou difícil de trabalhar sem combustível nessa semana. Eu dependo disso, porque atendo nas casas das pessoas”.

coronel sapucaia

Gaeco faz nova devassa em prefeitura da região de fronteira com o Paraguai

Na primeira fase, em dezembro de 2024, foram apontadas fraudes em contrato de R$ 9,1 milhões para construção de um hospital

31/03/2026 11h59

Além de uma pistola, o Gaeco apreendeu centenas de cédulas de diferentes valores durante a operação em Coronel Sapucaia

Além de uma pistola, o Gaeco apreendeu centenas de cédulas de diferentes valores durante a operação em Coronel Sapucaia divulgação

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Quinze meses depois de uma primeira devassa para combater um suposto esquema de fraudes em licitações na prefeitura de Coronel Sapucaia, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) voltaram às ruas nesta terça-feira (31) para cumprir 23 mandados de busca e apreensão, 13 mandados de medidas cautelares diversas , dois mandados de busca pessoal e dois mandados de suspensão do exercício de função pública. 

Embora não tenha divulgado detalhes, imagens publicadas pelo Ministério Público revelam que durante a operação foi apreendida uma pistola e significativo volume em cédulas R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200. 

Além de Coronel Sapucaia, os mandados foram cumpridos nas cidades de Amambai, Ponta Porã e Caarapó, todos na região sul do Estado. E, segundo informações do Ministério Público, a operação, batizada de "Mão Dupla", é a segunda etapa da Operação Pretense (falsa aparência), deflagrada em 18 de dezembro de 2024. 

Naquela data, o MP apontou suspeita de fraudes nos processos licitatórios para construção do hospital municipal de Coronel Sapucaia, orçado em R$ 9.181.402,38, que estava em fase final de construção. Os recursos foram repassados pelo Governo do Estado.

A empresa contratada pela prefeitura em meados de 2022 para construção do hospital foi  a A. D. M. Construtora, pertencente a Alan Douglas Maciel, que assinou o contrato com o prefeito Rudi Paetzold.  

Quando da assinatura do contrato foi estipulado prazo de dois anos para conclusão dos trabalhos e, conforme o anúncio, o novo hospital teria área construída de 2.299 metros quadrados, centro cirúrgico, parto humanizado, e internação com dezessete leitos adulto, oito leitos de pediatria e oito leitos de pós-parto, totalizando 33 leitos. 

Em 2024, o MP apontou que uma das empresas da família de Alan, apesar de ter assinado contratos milionários não tinha sede patrimônio ou funcionários,  e mesmo assim foi contratada para construção do hospital municipal. 

Além do hospital, a empresa de Alan Douglas Maciel assinou uma série de outros contratos com a prefeitura de Coronel Sapucaia. Dois deles foram assinados em junho de 2024, prevendo a reforma de dois postos de saúde. Cada um garantiu faturamento de R$ 683 mil à família do empresário,  que foi o principal alvo da investigação em dezembro de 2024. 

Além de uma pistola, o Gaeco apreendeu centenas de cédulas de diferentes valores durante a operação em Coronel SapucaiaPistola e dezenas de cédulas foram apreendidos pelo Gaeco

Agora, na segunda fase da operação, o foco principal do Ministério Público foi a "prática de crimes de fraude a processos licitatórios e contratos deles decorrentes, peculato-desvio, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários"

O nome dado à operação desta vez, Mão Dupla, foi escolhido por conta de uma frase costumeiramente utilizada por um dos envolvidos:  “Você me ajuda que eu te ajudo”. O nome do autor deste bordão, contudo, não foi divulgado.

A prefeitura de Coronel Sapucaia divulgou nota informando que, a princípio, toda a investigação era relativa a contratos firmados durante a gestão enterior, que acabou no final de 2024. 
 

REIVINDICAÇÃO SERVIDORES

Servidores do Detran-MS votam possível greve geral nesta terça (31)

Paralisação de 24 horas em advertência pode acontecer já na quarta-feira (1° de abril), além da possível greve geral por tempo indeterminado já a partir da segunda-feira, 06 de abril

31/03/2026 11h15

Em nota, o sindicato faz questão de reforçar que buscam não somente a valorização dos servidores do Detran-MS, mas também a

Em nota, o sindicato faz questão de reforçar que buscam não somente a valorização dos servidores do Detran-MS, mas também a "garantia de um serviço público eficiente e seguro para toda a população".  Reprodução/Divulgação

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Fica marcada para esta terça-feira (31), às 18h, a assembleia geral do Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Sindetran-MS), categoria que já anunciou um primeiro estado e agora pode decidir pela greve geral em busca de valorização. 

Há menos de uma semana o Sindetran-MS informou a instauração de estado de greve, aprovado por unanimidade na última quarta-feira (25), já sem descartar uma possível paralisação caso as negociações com o Governo do Estado não avançassem. 

Conforme a categoria, que organiza ato geral inclusive na Assembleia Legislativa, na Assembleia Geral Extraordinária das 18h esses servidores podem aprovar inclusive que uma paralisação de advertência de 24 horas aconteça já nesta quarta-feira (1° de abril). 

Com o intuito de definir os próximos passos, a categoria reforça que os atos tem o objetivo de chamar a atenção para o que classificam como "urgente necessidade de valorização profissional". 

Entre os protestos, que passam por melhores condições de salário, por exemplo, os servidores reclamam do:

  1. Atraso em promoções e progressões
  2. Ausência de concurso público há mais de 10 anos 
  3. Defasagem salarial acumulada
  4. Falta de estrutura adequada.
  5. Sobrecarga de trabalho
  6. Terceirização de atividades essenciais 

Inclusive, o Sindetran esclarece que, após deliberação em assembleia hoje (31), uma possível greve geral por tempo indeterminado já pode ser deflagrada a partir da segunda-feira, 06 de abril. 

Em nota, o sindicato faz questão de reforçar que buscam não somente a valorização dos servidores do Detran-MS, mas também a "garantia de um serviço público eficiente e seguro para toda a população". 

"A categoria segue em estado de greve e assembleia permanente, podendo deliberar por medidas mais rigorosas caso não haja avanço nas negociações”, explica Bruno Alves, presidente da Federação Nacional dos Servidores de DETRANs e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran) e do Sindetran MS", conclui. 
**(Colaborou Alicia Miyashiro)

 

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