Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

vítima da violência

'Me ajuda pelo amor de Deus, me ajuda pelo amor de Deus', disse motorista

Uber ficou no meio de fogo cruzado em execução e pode ter sequela

27 JUL 2017Por RODOLFO CÉSAR, MARIANE CHIANEZI E IZABELA JORNADA19h:43

Único sobrevivente de execução ocorrida hoje em Campo Grande, N.M.T, que trabalhava como motorista de Uber e foi atender um chamado no Jardim Carioca na tarde de hoje, pode ficar com sequelas. Ele foi atingido por três tiros, um que rasgou a bocheca dele, outro de raspão no ombro e ainda nas costas.

Levado pelos Bombeiros para a Santa Casa, ele está internado e vai ser submetido a mais exames e avaliação médica. O que mais tem preocupado a equipe que o acompanha no hospital é o tiro que foi dado nas costas e a bala teria chegado próximo à coluna.

A assessoria de imprensa do hospital divulgou na noite de hoje que ainda não se sabe se ele passará por cirurgia. Dependendo do nível da lesão, N.M.T ainda pode ficar com sequelas motoras.

O motorista de Uber atendeu chamado de Maickon Alves Marques e Reynan Felipe Vieira de Oliveira, ambos de 22 anos, que estavam em residencial no Jardim Carioca. Os dois pretendiam seguir para o Ministério Público Estadual, conforme relatou a tia de Reynan. Maickon é suspeito de um duplo homicídio ocorrido no domingo à noite (23) e iria apresentar-se.

Logo que a dupla entrou no Peugeot 207 do motorista do Uber, disparos foram feitos contra os dois passageiros, que estavam no banco de trás. Os tiros foram feitos principalmente nas cabeças de Maickon e Reynan.

O motorista, que ficou no meio do fogo cruzado, conforme relato de testemunha, acelerou para aparentemente tentar fugir. Andou por cerca de 100 metros de onde começaram os disparos. Os suspeitos dos tiros continuaram disparando e a vítima, que estava trabalhando, também foi alvejada.

Quem viu N.M.T, contou à reportagem que ele estava em choque e pedia ajuda. "Pelo amor de Deus, me ajuda. Pelo amor de Deus, me ajuda", comentou um dos bombeiros que acompanhou o atendimento sobre o pedido do motorista.

A equipe de socorro tentou acalmá-lo e enquanto uma ambulância fez o primeiro atendimento, outra viatura com mais suporte de atendimento já aguardava na Avenida Duque de Caxias para levá-lo à Santa Casa.

INVESTIGAÇÃO

Depois do crime, equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros (Garras) foi à Rua Zacarias Mourão. Policiais militares e helicóptero da PM também deslocaram-se para tentar localizar os suspeitos dos tiros.

Até o momento o que se sabe que havia uma caminhonete preta, possívelmente modelo Hillux, que participou da ação. Outro carro e uma moto também teriam ajudado na execução e a dar fuga aos atiradores. Contudo, não se sabe quantas pessoas participaram do duplo assassinato.

Os delegados que fizeram os primeiros levantamentos foram Fábio Peró, do Garras; Gomides Ferreira dos Santos Neto, do Grupo de Operações e Investigações (GOI); e Christiane Grossi de Araújo Rocha, titular da 7ª Delegacia e que presidirá o inquérito das mortes e do ferimento causado ao motorista do Uber.

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