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Campo Grande - MS, sexta, 16 de novembro de 2018

CAMPO GRANDE

Em entrevista, Marcos Trad afirma que diretoria da Santa Casa se equivocou

Prefeito reforçou que não há dívida do município com o hospital

9 AGO 2017Por MARESSA MENDONÇA12h:25

Em entrevista concedida hoje à TV Morena, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), reforçou que os repasses do município para a Santa Casa estão em dia e detalhou as regras do contrato com o hospital.

“Qual é a data que nós devemos repassar? No 5º dia útil após o depósito do Governo Federal. O que vem acontecendo é que o Governo Federal deposita o valor entre os dias 10 e 12. Daí a prefeitura e o estado tem cinco dias úteis para depositar a sua parte”, explicou.

Na noite de quarta-feira, 2 de agosto, a administração do hospital decidiu fechar os portões do pronto-socorro, alegando superlotação e atraso no repasse. O prefeito nega que o pagamento não tenha sido feito.

A Santa Casa recebe mensalmente o valor de R$ 20 milhões que vem do Governo Federal, Estado e Prefeitura. Este repasse está relacionado aos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Em relação a informação do diretor do hospital, Esacheu Cipriano Nascimento, de que houve um remanejamento de R$ 45,81 milhões do Fundo Municipal de Saúde (FMS) em julho, o chefe do Executivo disse que este dinheiro não entrou no caixa da prefeitura. 

“Eu repito pra você foi um equívoco. Eu não quero dizer que houve maldade do presidente Esacheu, mas houve um equívoco. Ele confundiu um remanejamento orçamentário com o custeio financeiro”, finalizou.

PRESSÃO

Na semana passada, direção da Santa Casa encaminhou ofício ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e ao Ministério Público Estadual (MPE), informando que não tinha capacidade para receber mais pacientes de emergência. Faixa indicando a superlotação foi afixada no portão de entrada do pronto-socorro.

O fechamento do pronto-socorro, válido somente para pacientes do SUS, provocou aumento de atendimentos no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), onde o setor de emergência chegou a atender três vezes mais pacientes que a capacidade normal e também no Hospital Regional.

A direção da Santa Casa pressiona a prefeitura a aumentar o repasse mensal – que é de aproximadamente R$ 20 milhões – para R$ 23 milhões.

Além disso, o hospital quer que as verbas sejam encaminhadas até o quinto dia útil de cada mês. 

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